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Caso Master

Após pedido da PF, Mendonça prorroga por 60 dias inquérito do Banco Master

Ministro do STF concedeu novo prazo para PF concluir apuração sobre as fraudes.

Da Redação

quarta-feira, 18 de março de 2026

Atualizado às 15:21

O ministro André Mendonça, do STF, determinou a prorrogação do inquérito que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Com a decisão, a Polícia Federal terá prazo adicional de 60 dias para concluir as investigações.

As apurações são conduzidas no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga a concessão de créditos irregulares pela instituição financeira, além de fatos relacionados à tentativa de aquisição do banco pelo BRB.

Segundo informações do caso, os valores envolvidos nas irregularidades podem alcançar cifras bilionárias. A investigação encontra-se em fase avançada, já tendo resultado na prisão de investigado ligado ao banco.

O pedido de prorrogação foi apresentado pela Polícia Federal, que apontou a necessidade de continuidade das diligências para o completo esclarecimento dos fatos.

 (Imagem: Fellipe Sampaio/STF)

PF terá mais 60 dias para concluir apurações sobre fraudes no Banco Master.(Imagem: Fellipe Sampaio/STF)

Compliance Zero

A Operação Compliance Zero teve início em novembro de 2025, quando foram cumpridos mandados contra integrantes da alta cúpula do Banco Master, entre eles o banqueiro Daniel Vorcaro. Na ocasião, também foi determinado o afastamento do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, diante de suspeitas de participação em operações financeiras irregulares.

Na segunda fase, deflagrada em janeiro de 2026, as investigações avançaram para o rastreamento de valores e recuperação de ativos. Foram bloqueados cerca de R$ 5,7 bilhões, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a Vorcaro e pessoas próximas, com apreensão de bens e dinheiro em espécie.

Já na etapa mais recente, realizada em março, a Polícia Federal apontou a existência de um grupo estruturado para intimidar adversários e monitorar agentes envolvidos nas apurações. Segundo os investigadores, a organização atuaria como uma espécie de milícia privada. Um dos apontados como operador dessas ações, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, morreu enquanto estava sob custódia da PF em Belo Horizonte.

As investigações também alcançaram servidores do Banco Central, suspeitos de favorecer o banqueiro mediante repasse de informações e facilitação de procedimentos regulatórios. Nessa fase, houve nova prisão de Vorcaro e determinação de bloqueio de bens em valores elevados.

Os investigados podem responder por crimes como gestão temerária, lavagem de dinheiro, corrupção e obstrução de Justiça.

  • Processo: Inq. 5.026

Leia aqui o despacho.

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