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Cumprimento de pena

PGR se manifesta a favor de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro

Manifestação decorreu de pedido do ministro Alexandre de Moraes.

Da Redação

segunda-feira, 23 de março de 2026

Atualizado às 11:39

A PGR opinou pela concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em manifestação encaminhada ao STF nesta segunda-feira, 23.

O parecer, assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, após o recebimento de informações atualizadas sobre o estado de saúde do ex-presidente.

Na manifestação, a PGR destacou a gravidade do quadro clínico e a necessidade de acompanhamento médico contínuo, apontando que a permanência em ambiente prisional pode comprometer a adequada assistência à saúde do custodiado.

Diante desse cenário, o órgão entendeu que a substituição da prisão por regime domiciliar se mostra medida adequada e proporcional.

"A evolução clínica do ex-Presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime, em linha com o que admite o Supremo Tribunal em circunstâncias análogas."

O parecer também considera a previsão legal que admite a concessão de prisão domiciliar em situações excepcionais, especialmente quando há risco à integridade física do preso ou quando o tratamento médico necessário não pode ser plenamente assegurado no sistema prisional.

Com a manifestação da PGR, caberá agora ao ministro Alexandre de Moraes decidir sobre o pedido. Ainda não há prazo para deliberação.

 (Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress)

Em manifestação, PGR entendeu pela concessão de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro.(Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress)

Pneumonia bacteriana

A análise foi motivada por informações oficiais sobre a internação de Bolsonaro, que segue hospitalizado para tratamento de pneumonia bacteriana, sem previsão de alta.

O pedido de prisão domiciliar foi renovado pela defesa no último dia 17, após o ex-presidente apresentar quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral.

Segundo os advogados, a condição clínica exige monitoramento constante, diante do risco de novos episódios de broncoaspiração - o que, afirmam, não seria plenamente viável no ambiente carcerário. Para a defesa, a manutenção da custódia pode agravar o estado de saúde, sobretudo em razão de comorbidades já existentes.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e está detido em sala de Estado-Maior no complexo da Papuda, em Brasília/DF.

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