No STF, Advogado diz que “remédio” para burnout de professores é valorização
Em repercussão geral, STF decide se piso do magistério se aplica a professores temporários da rede pública.
Da Redação
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Atualizado às 16:00
Durante sustentação oral no STF, o advogado Mailton de Carvalho Gama, que representa professora temporária no ARE 1.487.739, afirmou que o descumprimento do piso nacional do magistério tem impacto direto na sobrecarga e no adoecimento mental de professores.
O caso, julgado sob o Tema 1.308 da repercussão geral, discute a aplicação do piso salarial a docentes contratados em regime temporário.
Ao defender a extensão do piso à categoria, o advogado afirmou que a remuneração reduzida leva professores a acumularem vínculos e ampliarem suas jornadas para compensar os baixos salários.
“Significa que o professor precisa buscar outros vínculos, acumular cargas horárias, ter contratos em municípios diferentes, percorrer quilômetros entre uma escola e outra. E, quando chega em casa, ainda precisa preparar aula, corrigir atividade, cuidar da família”, afirmou.
Nesse cenário, o advogado apontou consequências diretas à saúde dos docentes e destacou que a solução não está nas farmácias.
“Transtornos mentais são a principal causa de afastamento de professores no Brasil, superando problemas vocais. Quase um terço sofre com síndrome de burnout. O remédio, excelências, não está somente na farmácia, está no cumprimento da lei, no pagamento do piso e na valorização de quem educa o Brasil”.
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