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Compliance Zero

PF faz buscas contra Ciro Nogueira em nova fase de operação do caso Master

Medida foi autorizada por André Mendonça, do STF; PF também bloqueou R$ 18,85 milhões em bens.

Da Redação

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Atualizado às 08:17

A Polícia Federal avançou sobre o núcleo político da Operação Compliance Zero e cumpriu, nesta quinta-feira, 7, mandado de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP - Progressistas.

A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, no âmbito das apurações sobre supostos crimes financeiros envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Ao todo, a 5ª fase da operação mobilizou policiais Federais para o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nos Estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. A decisão judicial também determinou o bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, direitos e valores.

 (Imagem: Carlos Moura/Agência Senado)

Ciro Nogueira é alvo da PF em nova fase da Operação Compliance Zero.(Imagem: Carlos Moura/Agência Senado)

Investigação começou após atuação do MPF

A Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025 para investigar fraudes contra o sistema financeiro nacional, com foco na emissão e na negociação de títulos de crédito falsos.

As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, e apontam que o Banco Master teria criado carteiras de crédito sem lastro, posteriormente vendidas ao BRB - Banco de Brasília e substituídas por ativos sem avaliação técnica adequada, após fiscalização do Banco Central do Brasil.

A operação foi estruturada em diferentes fases interligadas:

1ª fase (nov/2025): foco nas fraudes envolvendo a negociação de créditos fraudulentos entre instituições financeiras. Segundo Murad, tratava-se de “créditos fraudulentos inexistentes […] que davam lastro à negociação”. Foram cumpridos 25 mandados de busca, sete prisões e houve bloqueio de R$ 1,3 bilhão, além do afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

2ª fase (jan/2026): aprofundamento das fraudes estruturais no sistema financeiro, com uso de fundos para sustentar o esquema. O diretor-executivo da PF apontou um sofisticado esquema com camadas distintas de fundos. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, uma prisão e bloqueados cerca de R$ 6 bilhões.

3ª fase (mar/2026): investigação de corrupção de agentes públicos e obstrução de justiça, com quatro prisões e afastamento de dois servidores do Banco Central.

4ª fase (atual): foco na corrupção de gestores e na lavagem de dinheiro. Segundo a PF, a etapa investiga a corrupção dos gestores e o esquema de lavagem de dinheiro decorrente desses atos.

Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado, corrupção e lavagem de dinheiro.

As medidas judiciais incluem prisões preventivas, buscas e apreensões, afastamento de cargos públicos e o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens, com o objetivo de interromper as atividades do grupo e garantir a recuperação de ativos.

Leia a decisão.

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