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Sessão | STF

Toffoli cobra providências da OAB sobre casos de litigância predatória

Ministro criticou busca de clientela por escritórios de advocacia para ajuizamento de ações motivadas pela expectativa de indenizações.

Da Redação

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Atualizado às 18:54

Durante sessão do plenário do STF nesta quinta-feira, 11, ministro Dias Toffoli criticou a atuação de escritórios de advocacia que, segundo afirmou, buscam clientes para ajuizar ações com expectativa de obtenção de indenizações.

A declaração foi feita durante sessão plenária do STF que retomou o julgamento de recursos contra decisão que invalidou parcialmente o art. 19 do Marco Civil da Internet e definiu parâmetros para a responsabilização civil de plataformas digitais por conteúdos publicados por terceiros.

Assista:

Ao tratar dos efeitos da possibilidade de revisão de situações passadas e da fixação de critérios vinculantes para indenizações por danos morais, Toffoli afirmou que a experiência recente tem demonstrado o crescimento de uma advocacia que classificou como "abusiva" ou "predatória".

Segundo o ministro, escritórios têm procurado pessoas para propor ações judiciais com a expectativa de obtenção de reparações financeiras.

"A experiência tem demonstrado que a possibilidade de rever situações passadas associadas à expectativa de se obter indenização por danos morais, conforme critérios vinculantes, tem dado causa a uma advocacia dita abusiva ou mesmo predatória de pesca de escritórios, que vão atrás de clientela para proposição de ações", afirmou.

Toffoli disse que o tema já foi discutido por ministros da Corte com a Ordem dos Advogados do Brasil e defendeu a atuação da entidade para combater esse tipo de conduta.

"Esse tipo de advocacia predatória que acaba ocorrendo há de ser coibida pela própria OAB Nacional", disse.

Como exemplo, o ministro mencionou uma ação relacionada a comunidades indígenas após o acordo envolvendo Itaipu. De acordo com o relato feito em plenário, um escritório de advocacia do Pará teria procurado indígenas para obter procurações sob a promessa de conseguir indenizações diretas da usina.

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