Moraes: Eduardo Bolsonaro prejudicou “todo o país” para tentar beneficiar o pai
Relator afirmou que desinformação levada por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo ao governo americano resultou em taxação elevada contra o Brasil.
Da Redação
terça-feira, 16 de junho de 2026
Atualizado às 17:34
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmou que a atuação do deputado Federal licenciado Eduardo Bolsonaro, ao lado de Paulo Figueiredo, prejudicou “todo o país” ao levar desinformação ao governo dos Estados Unidos com o objetivo de pressionar a Corte e beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A fala ocorreu durante julgamento da 1ª turma do STF, nesta terça-feira, 16, no âmbito da AP 2.782, aberta contra Eduardo Bolsonaro. O deputado licenciado foi condenado por coação no curso do processo, após atuar para interferir no julgamento da ação penal em que seu pai, Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado.
Segundo o relator, a linha do tempo dos fatos revela “total relação” entre o julgamento da ação penal do chamado núcleo crucial, que envolvia Jair Bolsonaro e outros réus, e as ameaças dirigidas à Justiça brasileira por Eduardo Bolsonaro.
Moraes sustentou que as ameaças feitas à Justiça brasileira se concretizaram em atos contra ministros do STF, contra o procurador-geral da República e contra o próprio Brasil, em razão de medidas adotadas a partir de informações falsas levadas ao governo americano.
“A desinformação levada por eles ao governo americano prejudicou todo o país, que teve, por um período grande, uma taxação elevada”, afirmou o ministro.
Na sequência, Moraes disse que a conduta teria sido praticada com a finalidade de beneficiar Jair Bolsonaro.
“Ou seja, no intuito de beneficiar seu próprio pai, a atividade criminosa do então deputado licenciado Eduardo Bolsonaro prejudicou todo o país e não amedrontou essa Corte, como jamais amedrontaria o Supremo Tribunal Federal”, declarou.
Para Moraes, a estratégia atribuída aos investigados não teria apenas mirado o Supremo, mas produzido efeitos contra a economia nacional, ao submeter o Brasil a uma taxação elevada por um período prolongado.
O ministro também reforçou que o STF não se intimidou diante das pressões externas e que a Corte permanecerá atuando no exercício de sua jurisdição constitucional.
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