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Novo cálculo

CCJ da Câmara aprova limitação do IPVA e adota peso do veículo como critério

Proposta segue para comissão especial e prevê que a cobrança passe a considerar apenas o peso do automóvel.

Da Redação

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Atualizado às 10:28

A CCJ da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da PEC 3/26, que altera a forma de cálculo do IPVA. A proposta prevê que o tributo deixe de ser calculado com base no valor de mercado do veículo e passe a considerar apenas seu peso, além de estabelecer teto de 1% sobre o valor de venda.

A PEC ainda será analisada por uma comissão especial da Câmara e, caso aprovada, seguirá ao plenário da Casa, onde precisará ser aprovada em dois turnos.

 (Imagem: Magnific)

CCJ aprova PEC que muda cálculo do IPVA e limita imposto a 1% do valor do veículo.(Imagem: Magnific)

Novo modelo de cobrança

Pelas regras atuais, o IPVA é cobrado pelos estados com base no valor de mercado do veículo, geralmente tomando como referência a Tabela Fipe, com alíquotas que variam entre 1% e 4%.

A PEC propõe substituir esse critério pelo peso do veículo e autoriza os estados a conceder descontos para automóveis menos poluentes.

Na CCJ, a análise ficou restrita aos aspectos constitucionais da matéria. O relator considerou o texto admissível e destacou que eventuais impactos sobre a arrecadação e sobre a autonomia financeira dos Estados serão debatidos na comissão especial que examinará o mérito da proposta.

Durante a discussão, parlamentares apresentaram argumentos favoráveis e contrários à mudança, incluindo questionamentos sobre possíveis distorções na tributação entre veículos de diferentes valores e pesos.

Limites para publicidade institucional

Além das mudanças relacionadas ao IPVA, a PEC mantém dispositivo que limita as despesas com publicidade institucional dos poderes e do Ministério Público, em todas as esferas da federação, a 0,1% da Receita Corrente Líquida.

O texto também proíbe publicidade de caráter promocional ou pessoal. Em caso de descumprimento dos limites, o órgão ficará impedido de criar novas despesas, conceder reajustes ou realizar contratações até voltar aos parâmetros estabelecidos.

Durante a tramitação na CCJ, foi retirada da proposta uma regra que fixava teto para as despesas anuais do Congresso Nacional, assembleias legislativas, Câmara Legislativa do Distrito Federal e tribunais de contas, por entendimento de que a medida poderia comprometer a autonomia administrativa e financeira desses órgãos.

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