Fux diz que se jogo de azar fosse bom chamaria "jogo da sorte"
Ao defender a manutenção da proibição da exploração de jogos de azar, relator fez comentário sobre a própria expressão utilizada para designar a atividade.
Da Redação
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Atualizado às 15:29
Durante o julgamento em que o STF analisa a constitucionalidade da proibição da exploração de jogos de azar, o ministro Luiz Fux fez uma observação sobre a própria expressão utilizada para designar a atividade.
Ao tratar dos impactos dos jogos de azar e defender a manutenção da contravenção penal, o relator questionou a forma como a atividade costuma ser denominada.
"Eu pergunto, senhor presidente, até na denominação, por que vocês não chamam de jogos da sorte? Já começa mal, é jogo de azar. É uma palavra que eu não gosto nem de repetir. Eu gosto de falar falta de sorte, mas eu não gosto de falar essa palavra, porque essa palavra tem uma força ruim."
A declaração foi feita durante a leitura do voto em que Fux sustenta que a exploração de jogos de azar não constitui direito fundamental protegido pela Constituição e que a criminalização da atividade busca resguardar bens jurídicos relevantes.
Para o ministro, o Estado pode restringir esse tipo de exploração em razão dos impactos sociais associados à prática.
Confira: