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Acidente em espetáculo

Acrobata que sofreu 11 fraturas em show cobra R$ 84 milhões do Cirque du Soleil

Artista russa afirma ter sofrido 11 fraturas e sequelas permanentes após cair de aproximadamente 4,5 metros durante apresentação nos Estados Unidos.

Da Redação

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Atualizado às 18:26

A acrobata russa Mariia Konfektova acionou judicialmente o Cirque du Soleil e pede cerca de R$ 84 milhões em indenização por um acidente ocorrido durante apresentação do espetáculo Kooza, em Portland, no Oregon, Estados Unidos.

A artista caiu de aproximadamente 4,5 metros durante um número acrobático e sofreu 11 fraturas, além de outras lesões e sequelas que, segundo a ação, persistem até hoje. As informações são da CNN.

O acidente ocorreu em 2024, quando Konfektova perdeu o equilíbrio enquanto girava em um aro suspenso. Na ação, ela afirma que não havia colchão ou rede de segurança sob a estrutura para reduzir o impacto de uma eventual queda.

Acidente e sequelas

Segundo informações do jornal The Oregonian, o processo relata que Konfektova sofreu 11 fraturas, incluindo lesões na região lombar, no pulso, no crânio e em pelo menos sete ossos do rosto. Ela também teve concussão e visão dupla e precisou passar por diversas cirurgias.

A acrobata afirma que ainda convive com consequências do acidente, entre elas problemas na visão, mandíbula, simetria facial e respiração, e que não conseguiu retornar plenamente à profissão enquanto aguarda novos procedimentos médicos.

 (Imagem: Reprodução/Redes Sociais)

Acrobata processa Cirque du Soleil após sofrer queda de 4,5 metros durante espetáculo nos Estados Unidos.(Imagem: Reprodução/Redes Sociais)

Segurança

Na ação, a artista sustenta que o Cirque du Soleil não forneceu equipamentos adequados para reduzir os riscos de uma eventual queda. Também afirma que o aro utilizado na apresentação pesava menos do que havia solicitado e que o gancho do sistema de cabos usado no número estava cerca de 60 centímetros fora do centro.

Segundo o processo, Konfektova chegou a retornar às apresentações após a recuperação inicial, mas continuou manifestando preocupações relacionadas à segurança dos artistas e dos equipamentos. Ela afirma que posteriormente foi demitida. O Cirque du Soleil, por sua vez, alegou preocupação com a condição psicológica da artista para voltar aos espetáculos.

A ação também menciona recomendação feita pela divisão de Segurança e Saúde Ocupacional do Oregon, dois anos antes do acidente, para que o Cirque du Soleil ampliasse as medidas de proteção contra quedas, incluindo o uso de colchões ao redor da área de apresentação.

Após investigar o acidente de Konfektova, o órgão teria concluído que a companhia não investigava de forma eficaz os acidentes sofridos por seus artistas e aplicado multa de US$ 8 mil à empresa.

Outros acidentes

Segundo a CNN, as advogados da acrobata apontam ainda que outros 16 artistas da companhia sofreram ferimentos graves nas últimas duas décadas. Entre os episódios mencionados estão três acidentes fatais ocorridos durante apresentações, em Montreal, em 2009; Las Vegas, em 2013; e Tampa, em 2018.

De acordo com a ação, os acidentes citados envolveram quedas de alturas entre aproximadamente 3 e 28,7 metros, e o Cirque du Soleil ou empresas relacionadas figuraram como réus nos casos.

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