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Patrimônio histórico

Justiça dos EUA impede leilão de objetos resgatados do Titanic

Empresa pretendia vender cem peças do acervo para enfrentar dificuldades financeiras.

Da Redação

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Atualizado às 12:38

A Justiça Federal dos Estados Unidos manteve a proibição da venda de cem objetos retirados dos destroços do Titanic. A RMS Titanic Inc., responsável pelo resgate e exposição das peças, pretendia realizar o leilão diante de dificuldades financeiras. As informações são do jornal O Globo.

A decisão é da juíza Federal Rebecca Beach Smith, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Norfolk, na Virgínia.

A magistrada entendeu que possui jurisdição sobre os artefatos recuperados pela companhia e ainda analisará se a venda poderá ser autorizada.

Acervo

A RMS Titanic possui direitos exclusivos de resgate dos destroços desde 1994 e recuperou cerca de 5,5 mil objetos em sete expedições, sendo a última em 2004.

Entre as cem peças que a empresa pretende vender estão uma estátua de bronze de um querubim, proveniente da grande escadaria do navio, e um sino da gávea.

A venda é contestada pelos governos dos Estados Unidos e da França, além de grupos e indivíduos norte-americanos e europeus.

A controvérsia envolve um acordo firmado em 2011, pelo qual a empresa assumiu o compromisso de preservar conjuntamente os objetos recuperados em diferentes expedições.

Para a juíza, o leilão representa uma ameaça aparente à integridade da coleção.

 (Imagem: Artes Migalhas)

Justiça dos EUA manteve proibição de leilão de cem objetos resgatados dos destroços do Titanic.(Imagem: Artes Migalhas)

Inventário

Smith determinou que a empresa apresente um inventário dos 5,5 mil artefatos, com informações sobre a origem, localização atual e estado de conservação de cada peça.

A companhia também deverá prestar esclarecimentos sobre sua situação financeira e sua capacidade de continuar preservando o acervo. Segundo O Globo, a RMS Titanic afirmou enfrentar dificuldades financeiras, mas não detalhou o montante das perdas.

A juíza poderá realizar nova audiência para decidir se a venda viola o acordo de 2011 e quais medidas deverão ser adotadas.

O Titanic afundou em sua viagem inaugural, após colidir com um iceberg em 14 de abril de 1912. Cerca de 1,5 mil pessoas morreram no naufrágio.

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