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Advogado lamenta ausência de Toffoli; ministro reage e cobra respeito

Fachin também interveio durante a sustentação e pediu observância à “liturgia” no tratamento aos ministros.

Da Redação

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Atualizado às 16:39

No plenário do STF nesta quinta-feira, 27, ministro Dias Toffoli reagiu a comentário feito por advogado que lamentou sua ausência da sessão e afirmou ter havido falta de respeito com o relator e com a Corte.

O episódio ocorreu durante as sustentações orais em sessão que reúne três processos: a ADC 91, sobre acesso a dados de usuários da internet, e as ADIns 5.059 e 5.073, que discutem poderes e prerrogativas de delegados na condução de investigações criminais.

Ao iniciar a sustentação, o causídico afirmou:

"Infelizmente, o ministro Dias Toffoli se retirou, mas faço aqui os cumprimentos na pessoa do Cristiano Zanin."

Mais adiante, ao se dirigir aos integrantes da Corte, o advogado voltou a mencionar os ministros apenas por nome e sobrenome.

Foi então interrompido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, que pediu a observância da forma protocolar de tratamento.

"Doutor, se Vossa Senhoria me permite interrompê-lo, quando eu me dirijo a Vossa Senhoria, sempre começo com essa alocução, ‘Vossa Senhoria’. Se puder manter a simetria, a Presidência agradece."

Na sequência, Toffoli pediu a palavra e esclareceu que, embora não estivesse naquele momento no plenário, continuava acompanhando a sustentação.

"Nós temos na antessala desse plenário sistema de som, inclusive nos toaletes do plenário temos sistema de som."

O ministro então criticou a afirmação feita pelo advogado.

"Vossa Senhoria faltou respeito com este relator e com esta Corte ao dizer que eu tinha me retirado, porque eu estava ali a ouvir."

Fachin interveio novamente e afirmou que sabia onde Toffoli se encontrava, razão pela qual não havia feito referência ao local.

"Eu poupei o ilustre advogado de referir-me ao recinto, porque eu sabia exatamente onde se encontrava Sua Excelência, o ministro Dias Toffoli."

O presidente do STF autorizou a continuidade da sustentação e destacou que o diálogo deveria respeitar a liturgia do plenário.

"Isto é um diálogo saudável que se estabelece em obediência à liturgia que devemos ter e que certamente Vossa Senhoria há de concordar."

O advogado concordou e pediu desculpas.

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