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Cobrança institucional

Entidades da advocacia cobram apuração de fatos envolvendo STF

Manifestações defendem esclarecimento célere e transparente dos fatos e resposta institucional do Supremo.

Da Redação

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Atualizado às 10:11

Entidades da advocacia cobraram apuração célere e transparente dos fatos que passaram a envolver diretamente ministros do STF no contexto das investigações relacionadas ao caso Master.

As manifestações ocorrem após André Mendonça levar ao plenário informações da PF sobre possíveis contatos entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes e, na sequência, Moraes encaminhar a Edson Fachin documentos com acusações sobre a atuação de Mendonça em outras investigações, levando o presidente da Corte a pedir esclarecimentos aos envolvidos.

 (Imagem: Arte Migalhas)

Entidades da advocacia defendem apuração célere e transparente dos fatos que envolvem ministros do STF.(Imagem: Arte Migalhas)

CESA

Em carta aberta, o CESA - Centro de Estudos das Sociedades de Advogados afirmou que as "graves informações recentemente reveladas" exigem apuração "com profundidade, celeridade, independência e máxima transparência".

Segundo a entidade, eventuais questões jurídicas relacionadas à obtenção dos elementos investigativos devem ser examinadas, mas não podem afastar a necessidade de esclarecer os fatos.

O presidente nacional do CESA, Gustavo Brigagão, afirmou que "a confiança nas instituições não se protege evitando a apuração".


MDA

O MDA - Movimento de Defesa da Advocacia manifestou apoio à posição adotada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, em nota pública divulgada no último dia 2.

Segundo o Movimento, a advocacia tem interesse direto na integridade do Supremo, uma vez que seu exercício pressupõe uma jurisdição na qual o cidadão possa confiar.

A entidade também defendeu apuração ampla, célere e transparente, com respeito ao devido processo legal, e endossou a afirmação de que "a elevada autoridade do cargo público não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades".


IAP

Já o IAP - Instituto dos Advogados do Paraná pediu a Fachin que submeta com "máxima urgência" ao plenário do STF os fatos tornados públicos no âmbito da Petição 16.662, após decisão do ministro André Mendonça de retirar o sigilo dos autos.

Para a entidade, a gravidade dos elementos exige resposta "célere, colegiada e transparente".

O Instituto sustentou que a resposta mais forte que o Supremo pode oferecer ao país deve partir do próprio Tribunal, reunido em plenário, "à luz da Constituição, com publicidade, transparência e a serenidade que a gravidade da matéria exige".

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