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Exposição

Dallagnol divulga dados fiscais de Zanin e ministro pede responsabilização

Caso levanta questões sobre a proteção de informações pessoais e a ética na política.

Da Redação

domingo, 6 de setembro de 2026

Atualizado às 08:12

O ministro Cristiano Zanin, integrante do STF, enviou um ofício ao TRE/PR neste sábado, 5, solicitando a responsabilização dos indivíduos envolvidos na divulgação de seus dados fiscais e bancários, que foram anexados ao registro de candidatura ao Senado do ex-procurador da República Deltan Dallagnol.

No ofício, dirigido ao desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, presidente do TRE paranaense, Zanin requer a responsabilização “inclusive no âmbito criminal”.

O ministro também notificou as presidências do STF e do TSE sobre a situação. Zanin menciona uma reportagem do portal Metrópoles, que afirma que seus dados foram expostos pela defesa de Dallagnol, que anexou os documentos para contestar uma impugnação da candidatura.

 (Imagem: Luiz Silveira/STF)

Zanin pediu responsabilização após divulgação de seus dados fiscais por Dallagnol.(Imagem: Luiz Silveira/STF)

As informações foram obtidas em 2019, quando Dallagnol liderava a operação Lava Jato no Paraná e Zanin atuava como advogado do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A quebra de sigilo foi determinada pelo então juiz Marcelo Bretas, que estava à frente do braço da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Na mesma ocasião, os sigilos fiscal e bancário da advogada Valeska Teixeira Zanin Martins, esposa do ministro do STF, também foram quebrados, sob a justificativa de investigar supostos desvios de verbas do Sistema S. Esses dados também foram expostos.

Em uma nota enviada à imprensa, a defesa de Deltan Dallagnol afirmou que os dados referentes à quebra de sigilo de Zanin estavam contidos em reclamações feitas pelo próprio Zanin contra o então procurador no CNMP. Esses procedimentos estavam sob proteção de sigilo judicial.

Os advogados sustentam que o material é pertinente para demonstrar a regularidade da candidatura de Dallagnol e, por isso, foi apresentado de forma integral para que a Justiça Eleitoral pudesse avaliá-lo “de forma transparente e zelosa”.

As quebras de sigilo contra Zanin e sua esposa foram posteriormente anuladas pela Justiça Federal, devido à falta de provas das acusações. As reclamações feitas contra Dallagnol no CNMP também não resultaram em punições e foram arquivadas.

“O desdobramento das reclamações prova que eram insubsistentes. O seu conteúdo comprova que jamais se converteriam em demissão. E isso prova que não podem fundamentar o afastamento do candidato das eleições”, argumenta a defesa do ex-procurador.

“A defesa do candidato jamais teve a intenção de expor dados do então advogado, mas sim de exercer com plenitude o direito político de candidatura, demonstrando cabalmente sua elegibilidade”, complementa o texto.

Após a revelação sobre a exposição dos dados de Zanin, a relatora do registro de candidatura de Dallagnol, desembargadora Vanessa Jamus Marchi, impôs novo sigilo sobre os documentos.

Informações: Agência Brasil.

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