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Suprema crise

Fachin cancela sessão plenária presencial do STF pela 3ª vez no mês

Novo cancelamento ocorre em meio à tensão entre ministros e à crise envolvendo o caso Master.

Da Redação

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Atualizado às 12:36

O STF anunciou, nesta quinta-feira, 17, o cancelamento da sessão extraordinária prevista para esta tarde. Segundo comunicado da Corte, a decisão ocorreu por determinação da Presidência do Tribunal.

"Por determinação da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), a sessão extraordinária desta quinta-feira, 17 de setembro de 2026, foi cancelada."

O Supremo não apresentou, até o momento, outras explicações para o cancelamento.

É a terceira vez neste mês que uma sessão plenária presencial é cancelada. Nos dias 9 e 10 de setembro, a Corte também suspendeu sessões previstas em meio aos desdobramentos da crise envolvendo o caso Master e às divergências entre ministros sobre decisões relacionadas à cúpula da PF.

O novo cancelamento ocorre em um ambiente de tensão entre integrantes da Corte, que voltou a se manifestar publicamente nesta manhã após os embates registrados na sessão extraordinária de terça-feira, 15.

 (Imagem: Gustavo Moreno/STF)

Pela 3ª vez no mês, presidente do STF, ministro Fachin, cancelou sessão presencial de julgamentos.(Imagem: Gustavo Moreno/STF)

Tensão pela manhã

Horas antes do anúncio do cancelamento, o gabinete do ministro André Mendonça divulgou nota em reação a uma publicação do ministro Gilmar Mendes nas redes sociais.

Sem citar nominalmente o decano, o texto acusou o interlocutor de recorrer à "truculência" para sustentar "ilações vazias", falou em "verborragia" e defendeu a criação de um código de ética específico para os integrantes do Supremo.

A manifestação respondeu às críticas feitas por Gilmar à atuação de Mendonça nos procedimentos relacionados ao caso Master. Em publicação no X, o decano acusou o ministro de dar viés político à condução do caso e empregou expressões como "boneco de campanha" e "pixuleco eleitoral".

O novo capítulo prolongou o embate que já havia chegado ao plenário na terça-feira, 15, durante a sessão extraordinária convocada para analisar a Pet 16.662, relacionada a relatório produzido pela PF no âmbito do caso Master.

Na ocasião, o mérito da petição não chegou a ser examinado. Os ministros discutiam uma questão de ordem sobre a possibilidade de julgamento conjunto das Pets 16.662 e 16.704 quando o ministro Flávio Dino pediu vista, suspendendo a análise.

Durante aquela sessão, Gilmar e Mendonça protagonizaram uma troca de acusações. O decano questionou a condução dos procedimentos e o afastamento da cúpula da Polícia Federal determinado por Mendonça, enquanto o ministro classificou como "leviana" a acusação de que estaria agindo com interesses político-eleitorais.

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