Justiça intima mulher morta a depor em processo sobre a própria morte
Mandado foi expedido mais de um ano após o falecimento; oficial de Justiça registrou que a vítima não morava no endereço indicado.
Da Redação
segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Atualizado às 17:23
A Justiça de Alagoas expediu uma intimação para que Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna prestasse depoimento no processo que apura sua própria morte.
A esteticista, de 41 anos, morreu em agosto de 2025, quando estava internada em uma clínica de reabilitação em Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió.
O mandado foi expedido em 11 de setembro de 2026 e previa o comparecimento de Cláudia para depor em 14 de outubro.
Cinco dias após a expedição, um oficial de Justiça foi ao endereço indicado para tentar notificá-la. Ao devolver o mandado, informou apenas que ela não morava no local.
Internação investigada
Segundo reportagem de Carlos Madeiro, do UOL, Cláudia morreu em 9 de agosto de 2025, após permanecer por cerca de um ano e três meses em uma clínica de reabilitação apontada pela investigação como clandestina.
A internação havia sido solicitada por uma tia, que ocorreu de forma involuntária e ilegal, sem autorização judicial e sem respaldo técnico adequado.
Segundo a investigação, o responsável pelo estabelecimento levou Cláudia à UPA de Marechal Deodoro e deixou o local.
A equipe médica constatou que a esteticista já estava sem vida. A estimativa era de que a morte tivesse ocorrido cerca de quatro horas antes de sua chegada à unidade.
O laudo do IML apontou agressões físicas e intoxicação por medicamentos.