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Sob suspeita

Advogado é investigado por tentar sacar valores com procurações falsas

Polícia apura suspeita de uso de substabelecimentos falsificados para sacar mais de R$ 200 mil em depósitos judiciais de seguradoras.

Da Redação

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Atualizado às 12:15

Um advogado é investigado pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de falsificar substabelecimentos para tentar levantar valores depositados judicialmente em nome de seguradoras.

Segundo a apuração, o profissional teria se apresentado como representante das empresas e solicitado a transferência de quantias para sua conta bancária pessoal. Os valores envolvidos em dois episódios relatados ultrapassam R$ 200 mil.

 (Imagem: Magnific)

Advogado é investigado por suspeita de usar substabelecimentos falsos para levantar valores depositados judicialmente.(Imagem: Magnific)

A investigação teve início após a operadora de plano de saúde identificar uma movimentação suspeita em processo que tramitava na 2ª vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, em São Paulo.

Na ação, a seguradora havia depositado R$ 81.701 em 2010, para cumprimento de decisão liminar. Posteriormente, a condenação foi quitada em procedimento separado, mas o depósito original permaneceu disponível para levantamento.

Em novembro de 2025, o advogado investigado apresentou um substabelecimento que supostamente lhe conferia poderes para representar a companhia. Com base no documento, solicitou a transferência dos valores para sua conta pessoal e a exclusão dos procuradores que até então atuavam no processo.

A movimentação chamou a atenção do escritório responsável pela ação, que comunicou o episódio à seguradora. Segundo o relato encaminhado à polícia, a representante jurídica da empresa negou ter assinado o substabelecimento, cuja assinatura eletrônica não pôde ser validada.

A suspeita foi informada ao juízo, que suspendeu o levantamento. Posteriormente, o advogado solicitou sua exclusão dos autos.

Suspeita de atuação semelhante

Durante uma revisão interna, a seguradora identificou outra situação semelhante, desta vez em processo de execução que tramitava em Santo André/SP.

Na ação, a companhia, havia realizado um depósito judicial em 1997. Embora a execução tenha sido extinta, o valor permaneceu depositado e, segundo as informações apresentadas, alcança aproximadamente R$ 121 mil.

Nesse caso, o mesmo advogado teria juntado dois substabelecimentos com assinaturas supostamente falsificadas e solicitado a transferência da quantia para sua conta bancária.

Somados, os valores envolvidos nos dois episódios chegam a aproximadamente R$ 202,7 mil.

Investigação policial

Diante das suspeitas, a Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para apurar possível falsificação de documento particular, prevista no art. 298 do CP. Intimado a prestar esclarecimentos, o advogado não compareceu nem justificou a ausência.

Em julho de 2026, a Justiça autorizou buscas na residência e no escritório do investigado. Durante a diligência, acompanhada por representante da OAB, o profissional não foi localizado, e um notebook foi apreendido para perícia.

O inquérito segue em andamento, sem conclusão sobre a responsabilidade do investigado.

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