Cármen Lúcia diz que igualdade no STF só virá quando tiver 11 mulheres
Ministra também defendeu uma mulher na presidência da OAB e lembrou que advogadas são maioria entre os profissionais que pagam anuidade à entidade.
Da Redação
quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Atualizado às 11:52
A ministra Cármen Lúcia afirmou que a igualdade entre homens e mulheres no STF só será alcançada quando houver 11 ministras. A ministra observou que, historicamente, a Corte foi composta apenas por homens por muito tempo, e que as mulheres tiveram de esperar para conquistar espaço na instituição.
Ao abordar a participação feminina nos espaços de poder, a ministra também defendeu que uma mulher assuma a presidência do Conselho Federal da OAB. Segundo ela, embora as mulheres representem a maioria das advogadas que pagam anuidade à entidade, ainda é necessário ampliar sua presença nos cargos de direção.
A declaração foi feita durante a palestra magna de abertura da 19ª Conferência Mineira da Advocacia, na noite desta quarta-feira, 4, em Poços de Caldas/MG.
Veja:
Cármen Lúcia demonstrou satisfação com os avanços na ocupação de cargos de liderança por mulheres, mas defendeu que a presença feminina alcance os principais postos da instituição.
A ministra fez referência à história da entidade e à necessidade de ampliar a participação feminina quase um século depois de sua criação.
"Então, acho ótimo que estejamos caminhando para ter mulheres. Acho ótimo que tenha diretoras, que tenha coordenadoras, que tenha a presidência. (...) O dia que estiver lá, garantimos cota para vocês, certamente."
O evento
A 19ª Conferência Mineira da Advocacia acontece de 4 a 6 de novembro, em Poços de Caldas/MG. Considerado o maior evento jurídico do Estado, o encontro reúne mais de 280 palestrantes em sete palcos. A programação abre espaço para o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento e o debate de questões que impactam o Direito, a sociedade e o exercício da advocacia.
