Domingo, 17 de dezembro de 2017

ISSN 1983-392X

2011


Em 1885, o antigo arraial de São José do Morro Agudo foi elevado à freguesia pela lei 28 de 10 de março e incorporado ao município de Espírito Santo de Batatais, pela lei 37, de mesma data.

Pela lei 302, de 24 de julho de 1894, criou-se um distrito de paz em São José do Morro Agudo, no município de Espírito Santo de Batatais, chamado primeiramente Nuporanga, depois Orlândia. Uma parte do território deste distrito foi incorporada ao distrito de paz de São Joaquim, pela lei 2256, de 31 de dezembro de 1927.

Foi elevado a município, na comarca de Orlândia, pelo decreto 6638, de 31 de agosto de 1934, sendo instalado no dia 6 de janeiro de 1935.

Juízes titulares da comarca de Morro Agudo

1- Dr. Carlos Barros Nogueira

2- Dr. Jorge Carlos de Araújo

3- Dr. José Roberto Nelis Amorim

4- Dr. Messias Coque

5- Dra. Clarice Salles Dantas

6- Dr. João Flávio Andrade de Castro

7- Dr. Walter Ariette dos Santos

8- Dr. Luiz Claudio Sartorelli

9- Dr. Jorge Luís Galvão

10- Dr. Alberto Gentil de Almeida Pedroso

11- Dra. Miriana Maria Melhado Lima Maciel

12- Dra. Juliana Trajano de Freitas Barão


Denominação anterior : São José do Morro Agudo

Data da fundação : 31 de agosto de 1934, sendo instalado no dia 6 de janeiro de 1935.

Origem do nome : Na época, a crença em São José uniu o nome do santo à homenagem ao Morro do Chapéu, existente próximo ao município, originando São José do Morro Agudo.

Surgimento : Em 1860, os irmãos Parreira Lima doaram 80 alqueires de terra a fim de se constituir o patrimônio da Igreja; a partir desta, surgiu o antigo arraial de São José do Morro Agudo, no município de Batatais.

Curiosidade

Baú de Morro Agudo : Quando Morro Agudo completou 70 anos, a prefeitura teve iniciativa, no mínimo, curiosa e divertida. Durante 10 dias, a população deixou mensagens contendo sonhos que gostariam que se realizassem nos próximos 30 anos. Além das mensagens, depositaram no baú fotos e moedas que marcam a realidade daquele ano, 2005. O baú será aberto em 2035 quando a cidade completa 100 anos de emancipação político-administrativa.

"HINO À MORRO AGUDO"

I

Morro Agudo hospitaleira
Que acolhes de coração,
És terra de brava gente,
És gigante em extensão.

II

Teu chão é terra fértil,
Bem verde a vegetação,
Ajudas com abundância
Ao progresso da nação.

III

És mistura de credos e raças,
Teu povo é sem preconceito
E essa união fraternal
Põe em alto o teu conceito.

IV

Despertas para o progresso,
Florescem teus ideais,
Na luta do dia-a-dia
Vais firmando teus anais.

V

És Morro Agudo querida,
És cidade jovial,
Quem conhece não esquece,
Do amor és capital.”

Letra: Maria Aparecida de Souza Barbeti
Música: Antônio Bonutti


População

Morro Agudo abrigava 17.787 habitantes, sendo 9.424 homens e 8.363 mulheres. 2.933 habitantes viviam na zona urbana, 54 na suburbana e 14.800 na rural. A população rural representava 82% do total, segundo o Censo de 1950. Estimavam atingir o número de 20.899 habitantes até 1955.

Atividade econômicas

Principais atividades da economia municipal: agricultura e pecuária.

Em 1956, a produção agrícola se concentrava em: arroz, café, milho e algodão. Contava-se 1.960 hectares de matas naturais.

A pecuária, em 31 de dezembro de 1954, apresentava-se com os seguintes rebanhos:

26.500 cabeças de bovinos

13.000 cabeças de suínos

6.700 cabeças de equinos

4.100 cabeças de muares

1.700 cabeças de caprinos

37 cabeças de asininos

A indústria, com 9 estabelecimentos com mais de 5 pessoas, emprega cerca de 156 pessoas e consome, como força motriz, a média mensal de 59.493 kWh de energia elétrica.

Meios de transporte

Trafegam diariamente pela sede municipal cerca de 4 trens e 120 veículos, entre automóveis e caminhões.

A Prefeitura Municipal registrou em 1956: 54 automóveis e 77 caminhões. Havia um campo de pouso, há 9 km da sede.

Comércio e bancos

Há 3 estabelecimentos atacadistas e 68 varejistas que realizam as maiores transações com Ribeirão Preto, São Joaquim da Barra, Orlândia e São Paulo. O crédito é representado por uma agência do Bando Artur Scatena S.A. e Caixa Econômica Estadual, que em 31 de dezembro de 1955 possuía 1302 cadernetas em circulação e depósitos no valor de Cr$ 3.139.918,00.

Aspectos urbanos

A sede municipal com 37 logradouros públicos possui 740 prédios, 543 ligações elétricas, 580 domicílios abastecidos pelo serviço de água, 46 aparelhos telefônicos, correio, telégrafo (C.P.E.F.), 2 hotéis, 1 pensão (diária comum de Cr$ 70,00), 1 cinema e 1 tipografia.

Assistência médico-sanitária

Há 1 posto de assistência, 1 posto de puericultura, 4 farmácias, 3 médicos, 4 farmacêuticos e 4 dentistas.

Alfabetização

A partir dos 5 anos, 41% sabem ler e escrever.

Há 26 unidades escolares de ensino primários e o prédio do ginásio estadual estava em construção.

Manifestações folclóricas e efemérides

6/1 – Dia do município e as datas cívicas ou religiosas de maior importância.

Outros aspectos do município

Os habitantes naturais do município eram denominados "morro-agudenses".

Em 3 de outubro de 1955 havia 11 vereadores em exercício e 2.800 eleitores inscritos. O prefeito era o Sr. Celso Roselino.

Território

Zona fisiográfica de Barretos, e faz limite com os municípios de Guaíra, Ipuã, São Joaquim da Barra, Orlândia, Terra Roxa, Jaborandi e Barretos.

Posição da sede municipal: 20° 44’ de latitude Sul e 48° 04’ de longitude W. Gr., e dista 345 km, em linha reta, da Capital do Estado. Altitude – 540 m. Área : 1372 km².

Clima

Tropical com as seguintes variações térmicas: mês mais quente - maior que 22ºC; mês mais frio - menor que 18ºC. Precipitação pluvial entre 1.300 e 1.500 mm ao ano.