Sábado, 27 de maio de 2017

ISSN 1983-392X

2012

Uberlândia foi elevada a comarca no dia 25 de janeiro 1892.

Hoje, o Fórum Abelardo Penna divide-se em quatro prédios distintos, sendo que o principal, inaugurado em 1977, com sua arquitetura de pilares gigantes, ocupa toda a Praça Prof. Jacy de Assis, no centro da cidade.

São 26 varas, com cerca de 350 mil processos em andamento e 34 juízes.

Os prédios que abrigam os setores dos Juizados Especiais, da Fazenda Pública e do Arquivo também ficam no centro da cidade, porém em lugares distintos. A falta de centralização desses setores é um fator que dificulta o trabalho de quem precisa recorrer ao Judiciário de Uberlândia, mas o problema está para ser resolvido. Um novo prédio do Fórum está em construção e a obra será entregue em 2014.

O juiz diretor do Fórum é o dr. Paulo Fernandes Navaes de Resende.

O processo de formação do município de Uberlândia nos remete à ocupação e colonização do atual Estado de São Paulo – antiga Capitania de São Vicente - partiram as maiores e mais organizadas expedições com a finalidade de explorar o interior. As incursões bandeirantes refletiram num legado bem diversificado ao país, podendo ser destacado dentre outros, a expulsão da população indígena, a ampliação dos limites territoriais, a criação de povoados pela fixação de membros de suas comitivas, ou mesmo pelo acesso facilitado por caminhos que abriam território adentro.

As expedições de exploração tiveram início em princípios do século XVII e  no século XVIII, já havia sido descoberta a região das minas. A disputa deflagrada nesta região levou à dispersão de alguns paulistas, dentre eles, Bartolomeu Bueno da Silva – Anhanguera I que derá sua investida rumo ao Planalto Central. Saiu de São Paulo em 1682, atravessou o Triângulo, rumo ao sul de Goiás e seguiu até o Araguaia, numa expedição da qual fazia parte seu filho do mesmo nome, com idade de 12 anos na época.

Em 1722, Anhanguera II organizou uma nova expedição e, buscando o velho caminho percorrido por seu pai (Anhanguera I), chegou ao Rio Grande, antigo Jeticaí. Ao atingir a margem oposta, alcançaram as terras da Farinha Podre, onde antes dominavam os índios Caiapós.

Sua trajetória nessa região levou-os até o lugar onde mais tarde (1744) o Coronel Antônio Pires de Campos fundou a Aldeia de Santana (atual Indianópolis). A partir daí, costearam a picada aberta por João Leite da Silva Ortiz, a qual foi denominada mais tarde por “Estrada do Anhanguera”. Prosseguindo o antigo porto hoje conhecido por Anhanguera, por onde chegaram às terras de Goiás.

População

Segundo o Recenseamento Geral de 1950, a população de Uberlâdia era de 54.894 habitantes habitantes. A densidade demográfica era de 15 habitantes por quilômetro quadrado.

Atividade econômica

Na época, 15,88% da população ativa se distribuia entre as atividades da agricultura, pecuária e silvicultura, ao passo que as indústrias de transformação, o comércio de mercadorias, a prestação de serviços, os transportes, comunicações e armazenagem e as atividades sociais, mais comuns nos centro urbanos, englobavam mais de 27%. Mesmo assim, Uberlândia não deixava de ser um município eminentemente agrícola, já que a população rural ultrapassava 20 mil habitantes.

As principais culturas eram: algodão, milho, arroz e feijão. Ocupavam mais de 90% da área total cultivada. O valor correspondia a 78% do valor total da produção agrícola.

O município era um dos centros de criação de bovinos, destacando-se o rebanho pelo elevado índice de qualidade. Os produtos da pecuária tinham em grande parte a sua transformação industrial no próprio município, através de numerosas charqueadas e fábricas de banha.

A atividade industrial compreendia principalmente a produção de charque, banha e outros produtos bovinos e suínos, doces em geral, massas alimentícias, panificação, curtume de couros e peles e fabricação de calçados, metalurgia e mecânica, bebidas, laticínios, móveis em geral, artefatos de tecidos, produtos químicos e farmacêuticos, olaria, cerâmica e marmoraria, açúcar de usina e de engenho, aguardente de cana, beneficiamento de arroz e algodão.

O valor total da produção industrial girava em torno de 900.000.000 cruzeiros.

Fotos da época

Igreja matriz

Avenida Afonso Pena

Aeroporto

Avenida Afonso Pena

Prefeitura Municipal