Quinta-feira, 29 de junho de 2017

ISSN 1983-392X

2012

Na rota das expedições que desbravaram o Triângulo Mineiro, surgiram diversos povoados que deram origem às atuais cidades de Araxá, Uberaba, Prata, Patrocínio, Coromandel e outras. Foi no município de Prata que surgiu o povoado de São Francisco das Chagas do Monte Alegre, hoje Monte Alegre de Minas. Emancipou-se em 1880 e seu nome é mudado, posteriormente, para Toribatê. A atual denominação foi dada em 1948.

O povoado cresceu rapidamente e em 1843 foi elevado à categoria de distrito pela lei provincial nº 247, de 20 de Julho. Ainda nos fins do século XIX, a lei provincial nº 1664, de 16 de Setembro de 1870 o elevou a município, por desmembramento do de Prata.

A sede municipal tomou foros de cidade em 3 de Janeiro de 1880, por lei provincial nº 2556.

O gentílico de Monte Alegre de Minas é Monte-alegrense. O Termo foi criado em 3 de Janeiro de 1880 e a Comarca em 18 de Outubro de 1883. Atualmente, é de 1ª entrância e sua jurisdição abrange os termos de Monte Alegre de Minas.

Fachada do Fórum "Osvaldo Bernardes"

Monte Alegre de Minas, cantada e descrita com paixão, em prosa e versos pelos seus habitantes em diferentes épocas, é uma cidade que conserva seus aspectos de “Terra da Felicidade” cantada no Hino Municipal.

Está localizada na Zona do Triângulo Mineiro, e é uma das cidades centenárias e mais antigas dessa região de Minas.

Os Principais historiadores do Triângulo Mineiro, afirmam que em 1.916, foram organizados os primeiros núcleos de civilizações na região do baixo Triângulo Mineiro, no Pontal, formada pelos caudalosos rios Paranaíba e Rio Grande, divisórios dos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Goiás.

A fundação do povoado de São Francisco das Chagas de Monte Alegre, baseia-se na seguinte lenda:

No começo do século XIX, uma numerosa família mineira, cujo o chefe era Martins Perreira, na tentativa de apossar-se de terras devolutas no sertão de Goiás, empreendeu viagem de mudança para aquelas plagas inóspitas, segundo corajosamente a caravana de aventureiros por um caminho aberto que ligava parte da Capitania das “Minas Gerais” as terras goianas naquele rumo.

Quando a caravana alcançava o ponto do caminho onde fica hoje a cidade, adoeceu gravemente um de seus membros, motivando uma parada obrigatória deles na localidade. Sem recursos de remédios, que no caso exigia, para combater-se a enfermidade, fervosos devotos que eram de São Francisco das Chagas, o chefe da família fez uma promessa ao Santo, de doar naquela localidade um terreno para o patrimônio de uma Capela, que ali seria edificada em seu louvor, caso o doente recebesse o milagre da cura.

Foi recebida a Graça suplicada ao milagroso Santo. Por esse motivo resolveu a família não seguir viagem, que faria depois de posta em práticao que havia prometido, temendo castigo do Santo se não cumprisse a promessa.

Com a junção já de outros aventureiros que seguiram o mesmo itinerário, formaram uma agregação âs famílias de Antônio Luiz Perreira, Gonçalves da Costa, Martins de Sá, Manoel Feliz Cardoso. Esses foram os primeiros povoadores do arraial em formação, abrigaram-se em humildes ranchos, construidos na sua maioria de madeira, capim e palha de buriti, em ruela abertas as margens dos Córregos “Monte Alegre” e ” Maria Elias”, onde a servidão de excelente água era abundante nos regos derivados das nascentes.

Na extremidade do Triângulo formado pela confluência desses meios de água, traçaram-se as primeiras curvas da futura cidade, a quadra para a necrópole e a praça onde foi erguida a Capela de São Francisco das Chagas, o Padroeiro da Povoação.

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Texto retirado de: DOSSIÊ – Monte Alegre de Minas - Encontrado na Biblioteca Municipal da cidade

População

Segundo dados do recenseamento de 1950, a população do município era de 10.180 habitantes. Em 1955, o Departamento Estadual de Estatística de Minas Gerais estimou uma população de 10.844 habitantes, com densidade demográfica de 4 habitantes por quilômetro quadrado.

Atividades econômicas

Dos 7.177 indivíduos de 10 anos ou mais de idade, 2.484 deles, ou seja, 34,64%, exerciam atividades relacionadas com a agricultura, pecuária e silvicultura.

As principais culturas agrícolas era o arroz, o milho e o abacaxi, sendo que o arroz era o produto de maior importância na época, com uma produção equivalente a 67,56% do valor total da do município.

Meios de transporte

O território municipal era cortado por 366 Km de estradas de rodagem, dos quais 30 Km sob a administração federal, 124 sob a estadual, 112 sob a municipal e os restantes particulares.

Além disso, dispunha também de um campo de pouso. A frota registrada foi: 79 automóveis, 5 camionetes, 118 caminhões e 1 ônibus.

Comércio e bancos

A população contava com três estabelecimentos comerciais atacadistas na sede e 120 varejistas, dos quais 105 na sede.

Havia uma agência bancária e um correspondente bancário. A cidade contava ainda com três hotéis, duas pensões e um cinema.

Fotos de época

Praça Rui Barbosa

Grupo escolar Tancredo Martins

Rua Coronel Vilela

Avenida Governador Valadares