Quinta-feira, 17 de agosto de 2017

ISSN 1983-392X

2006

O território do município e comarca de Orlândia foi desmembrado do município de Batatais em 1890, que tinha, então, por sede a localidade denominada Espírito Santo de Batatais, e que mais tarde, por Decreto do Estado, de 24 de dezembro de 1896, passou a denominar-se Nuporanga.

Pela lei nº 1.181, de 25 de novembro de 1909, foram transferidas as sedes do município e comarca de Nuporanga para o então povoado de Vila Orlando, que tomou a denominação de Orlândia.

A transferência se fez em 30 de março de 1910, em virtude do decreto de 21 de janeiro do mesmo ano.

Cronologia

Ficou pertencendo à comarca de Orlândia desde 1909.

Esta comarca foi criada com o nome de Espírito Santo de Batatais, depois Nuporanga e finalmente Orlândia.

Pela lei nº 1.588, de 26 de dezembro de 1917, foi incorporado o município de S. Joaquim; pela lei nº 2.173, de 28 de dezembro de 1926, o município de Nuporanga, novamente criado; pela lei nº 2.328, de 27 de dezembro de 1928, o de Guairá, pelo decreto nº 6.638, de 31 de agosto de 1934, o de Morro Agudo.

Foi desanexado pela lei nº 2.256, de 21 de dezembro de 1927, o município de São Joaquim.

Em 17/6/1969 foi restabelecida a Comarca de Nuporanga.

Permanece ligada a esta Comarca hoje apenas o município de Morro Agudo.

Juízes que passaram pela comarca :

  • Dr. João Leite Ribeiro Junior – 1892 a 1898
  • Dr. Bento Ribeiro da Luz – 1898 a 1901
  • Dr. José de Mesquita Barros – 1901 a 1903
  • Dr. Alberto Jorge de Oliveira Fausto – 1903 a 1904
  • Dr. Joaquim Gomes Pinto – 1904 a 1923
  • Dr. João Baptista Leme da Silva – 1923 a 1925
  • Dr. Oleno da Cunha Vieira – 1926 a 1930

Foi o primeiro juiz da comarca de Presidente Prudente.

  • Dr. José Rabello de Aguiar Vallim – 1930 a 1931
  • Dr. Herotides da Silva Lima – 1931 a 1933

O desembargador Herotides da Silva Lima nasceu na cidade Barra do Piraí, em 25 de junho de 1900. Era inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. Ocupou os cargos de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, professor de Humanidades, Delegado de Polícia, Promotor Público, Juiz preparador de menores e do civil, Diretor Geral da Secretaria de Segurança Pública, Secretário da Interventoria Federal do Estado, vice-presidente da Associação Internacional de Juristas do Estado e outros cargos importantes. Faleceu em São Paulo em 30 de abril de 1957.

  • Dr. Octávio Guilherme Lacórte – 1933 a 1935
  • Dr. Homero Baptista Garcia – 1935 a 1946
  • Dr. Gabriel Astolpho Monteiro de Barros - 1946 a 1954
  • Dr. Sólon Fernandes – 1954 a 1954

O Dr. Solon Fernandes Nasceu em Uberaba, Minas Gerais, no ano de 1911. Cursou o Colégio Oswaldo Cruz e formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo. Iniciou a sua carreira como juiz de Direito nas cidades de Orlândia, Presidente Prudente, José Bonifácio e Guarulhos. Depois passou para o cargo de juiz da 8ª Vara Criminal de São Paulo. Faleceu em São Paulo em 3 de julho de 1961.

  • Dr. Felizardo Calil – 1954 a 1956
  • Dr. José Goulart Sobrinho – 1956 a 1961
  • Dr. Gilberto Decourt – 1961 a 1964
  • Dr. Sebastião Carlos Gonçalves Nogueira – 1964 a 1967

Aposentou como Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo.

  • Dr. Mário Fernandes Braga – 1967 a 1968
  • Dr. Clineu de Mello Almada – 1969 a 1970
  • Dr. Dinir Salvador Rocha – 1971 a 1989

Filho de Lázaro Rocha e Regina Trevisam Rocha. Faleceu em 2005.

  • Dra. Rosa Maria Silva de Moraes Travassos – 1990 a 1993
  • Dr. Celso de Camargo – 1993 a 1999
  • Dr. Aparecido César Machado – 9/2/2000 a 15/3/2000
  • Dra. Julieta Maria Passeri de Souza – 3/5/2000 a 6/2004


Advogados de destaque da década de 50 :

  • Dr. Alcides Costacurta
  • Dr. Moisés Carlos dos Santos
  • Dr. Murilo Rodrigues de Andrade
  • Dr. Júlio Bucci



 

Ao contrário da maioria dos municípios que se originaram de aglomerações que se formaram em torno de alguma atividade agrícola, Orlândia nasceu em volta da Estação Coronel Orlando, fundada em 1901. O Coronel Francisco Orlando Diniz Junqueira doou parte da Fazenda Boa Vista para que a Companhia Mogiana de Estrada de Ferro e Navegação instalasse uma estação de trem. Na ocasião, a estrada de ferro transportava gado do Triângulo Mineiro para Campinas.

Ao seu redor da Estação começaram a surgir as primeiras moradas passando a chamar-se Vila Orlando. Em 1907, foi levantado um cruzeiro para uma missa campal, onde a partir do ano seguinte, começou a construção da Igreja de Santa Genoveva, em homenagem póstuma à esposa do Coronel Orlando, dona Genoveva Angélica Teixeira Junqueira.

Em 1909, o povoado que se formou em torno da estação foi elevado à categoria de vila e já contava com 11 casas e uns 50 habitantes, entre os quais, Arthur Oliva, encarregado da Cooperativa do Coronel Orlando. No dia 30 de março de 1910, passou ao status de Município e Comarca regional, sendo que seu primeiro prefeito foi o Sr. José Aurélio da Silva.

Por ordem do coronel Francisco Orlando, o engenheiro Luís de Mello Marques, projetou um plano futurístico para a criação da cidade, com ruas largas e duplas, logradouros públicos e canteiros ao meio das avenidas culminando com a construção do Paço Municipal. Em torno da cidade, se estabelece um cinturão verde e pequenas granjas.

Perto de completar um século de existência, Orlândia se firma como centro de uma micro região voltada para a produção e o beneficiamento de grãos. A indústria de empacotamento de arroz surgiu no município abrindo espaço para outras indústrias que vieram com o plantio de grãos: a indústria do óleo de soja, algodão e milho, por exemplo.

Economia

Além da Carol e do arroz Brejeiro, Orlândia tem empresas de peso atuando diretamente na cadeia produtiva de grãos, como a Coimbra e a Agromen. No setor de metalurgia, a Morlan se destaca, exporta arames e telas para a Europa, América do Norte, América Central, América do Sul, África e Oceania. Há também a indústria de terminais elétricos Intelli. São estas as maiores empresas do município, que giram a economia local e fazem a cidade ter um grande orçamento.

  • Personagens

Francisco Orlando Diniz Junqueira


Francisco Orlando Diniz Junqueira (1858-1940), grande fazendeiro, plantador de café e criador de gado Vacum e aprimorador da raça Mangalarga. Estabeleceu-se na Fazenda Bela Vista. Em 1900, a Cia Mogiana de Estradas de Ferro construída um ramal até Uberaba, nas Minas Gerais, para o melhor aproveitamento da região agrícola e escoamento de mercadorias da chamada Alta Mogiana.




Hersílio Ângelo

Criador da Maratona Euclidiana e um dos responsáveis pelo incremento do movimento euclidiano em São José do Rio Pardo. Natural de Orlândia (SP), Hersílio Ângelo foi casado com Odete Junqueira, que faleceu no dia 12 de junho de 1999 aos 75 anos. O casal teve 3 filhos: Maria Lúcia Ângelo de Andrade, Moisés Junqueira Ângelo e Maristela Junqueira Ângelo Hasenmyer (que mora nos Estados Unidos). São netos: Rodrigo, Carolina, Marcos, Mauro, Lucas e Maria. Hersílio participou da revolução constitucionalista de 1932, quando foi acometido de febre amarela, e sempre mencionava tal fato aos netos, que muito o estimavam. Cidadão rio-pardense desde 9 de agosto de 1986, quando a Câmara lhe outorgou tal título, era formado em Letras pela USP de São Paulo e pouco depois de iniciar a carreira de professor mudou-se para São José do Rio Pardo, onde se fixou. Lecionou em São José no Instituto de Educação e na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, onde também foi diretor. Deu aulas também na PUC de Campinas. Aposentou-se em 1964 e foi colaborador da Gazeta do Rio Pardo por vários anos.



Max Leonardo Define

O imigrante italiano Max Leonardo Define nasceu em Nápole, Itália, em 1916. Veio para o Brasil e começou a vida trabalhando na Fazenda Agudo, em Orlândia, onde sua principal fonte de renda era a produção carvão. Define, um grande empreendedor, foi figura importante no cenário agroindustrial brasileiro, sendo pioneiro no empacotamento de arroz no País. Em 1944 o empresário fundou o Brejeiro, mas, foi também sócio-fundador da Comove e da Guabi. O industrial também se destacou como grande esportista, sendo tricampeão de natação, fazendo a travessia a nado de São Paulo. O espírito empreendedor e a personalidade forte e alegre fizeram de Define uma figura muito querida, admirada e respeitada, não só dentro do Brejeiro, mas em todo seu círculo de amizade, amizades essas que perduraram até 2002, quando esse veio a falecer.

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Agricultura

Propr. Agric. com menos de 20 alqueires - 103
Propr. Agric. de 20 a 50 alqueires - 21
Propr. Agric. de 50 a 100 alqueires - 9
Propr. Agric. de 100 a 200 alqueires - 7
Propr. Agric. de 200 a 500 alqueires - 3
Propr. Agric. de mais de 500 alqueires - 9?

Variedade de culturas praticadas: Arroz, milho, café, feijão, algodão.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 18.000.000,00.

Comércio

Número de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 90.

Relação das consideradas grandes firmas:

Hugo Degiovanni & Filhos Ltda., Irmãos Mei, Degiovanni & Cia Ltda.

Indústria

Número de indústrias tachadas no imposto de indústrias e profissões: 100.

Número de operários trabalhando nas indústrias: 1.000.

Capital invertido na indústria no município: Cr$ 20.000.000,00.

Relação das consideradas grandes indústrias:

Indústrias Fabrizzo: O. R. Junqueira (Torradores parenteados Fabrizzo).

Indústria de Lacticínios “Aviação” Ltda. : Fábrica de manteiga e caseína.

Estabelecimentos Bordignon : Fábrica de macarrão e balas.

Serrarias S. Luis : Madeiras aparelhadas e tábuas.

Usina Elmo: (Beneficiamento de Algodão). Cia. Comércio e Industria de Beneficiamento de Produtos Agrícolas (Beneficiamento de algodão e arroz). Morais & Cia Ltda. (Beneficiamento de arroz).

Bancos

Agências ou filiais de bancos no município: Banco Comercial do Estado de São Paulo, Banco do Brasil, Banco Artur Scatena.

Caixa Econômica Estadual

Numero de Depositantes: 600.
Montante dos Depósitos: Cr$ 4.000.000,00.

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 2.580.000,00.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Cia. Mogiana de Estradas de Ferro.

Distância entre o município e a capital: 494 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 14 horas.

Custo de passagens entre a capital e o município: Cr$ 290,00.

Numero de trens diários entre o município e a capital: 2.

Estradas de Rodagem

Estradas estaduais que cortam o município: Estrada de Rodagem Estadual (6.000).

Distancia entre o município e a capital: 409 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 8 horas.

Transportes Rodoviários: Empresa Sto. Antônio: Vários ônibus diários entre cidades da região passando por esta cidade, fazendo também, além da linha tronco a linha para Morro Agudo. Empresa Lonato: Sede em Orlândia. Orlândia a Ribeirão Preto. Essa Empresa possui duas linhas diárias, sendo uma que delas vai até São Joaquim da Barra. Empresa Manuel Marques Bom: Orlândia a Guairá, duas linhas por dia. Expresso (Automóvel): Entre Orlândia e Morro Agudo.

Aviação

Localização do campo de pouso: a 1 ½ quilômetros da cidade.
Número de pistas: 1.
Capacidade de pistas e tipo: Terra gramada.

Orçamento Municipal

Orçamento municipal para 1949: Cr$ 650.000,00.
Arrecadação em 1948: Cr$ 645.000,00.
Despesas em 1948: Cr$ 504.500,00.

Informações Políticas - Administrativas

Atual prefeito municipal: Oswaldo Ribeiro Junqueira.

Vereadores municipais: Agostinho Mei, João Vilhena do Nascimento, José de Paula Lico, Maurício Leite de Morais, Emílio Nonino, Hermógenes Prado, Adelino Pereira, Arnaldo Cardoso, Apparecido Assis, Deni Ivo Degiovanni, Francisco Marcos Junqueira Neto, Antônio Lopes, Aristides Cividanes, Azis Abrahão, Alexandre Gouveia.

Realizações da atual administração: Calçamento de várias ruas, arborização de jardins e ruas, início do serviço de reabastecimento de água, criação da Escola Profissional, criação do Ginásio do Estado, reparação das estradas de rodagem e construção de pontes.

Numero de eleitores qualificados: 7.888.

Zona eleitoral: 81a.

Seções eleitorais: 7.

Numero de eleitores que compareceram ao último pleito: 1.873.

Educação

Escola secundárias: Ginásio estadual e Escola Técnica do Comércio.

Escolas primárias: grupos escolares: Grupo Escolar Cel. Francisco Orlando; número de alunos matriculados 1.400.

Escolas urbanas: 1.

Escolas isoladas: 8.

Número de crianças em idade escolar afastadas das escolas: Nas zonas rurais aproximadamente, umas 300.

Alfabetização de adultos: número de cursos: 1; matriculados: 80.

Associações esportivas e recreativas: Clube Orlândia e Associação Atlética Orlândia.

Saúde

Serviços de saúde: Posto de Saúde Médico-Sanitária.

Informações Urbanas

Numero de prédios existentes: 990.

Edifícios públicos: Teatro Municipal, Cadeia e Fórum, Grupo Escolar, Ginásio do Estado, Prefeitura Municipal.

Número de ruas: 25.

Número de praças: 4 praças ajardinadas e 1 pátio ajardinado.

Atrações turísticas: “Gruta”, local distanciado um quilometro da cidade, de propriedade da Prefeitura, com várias diversões, piscina e uma bonita queda de água.

Hotéis: Hotel Orlândia e Hotel Vieira.

Imprensa: “Cidade de Orlândia”, fundado em 1949. Diretor: Prof. Jacinto do Amaral Narducci.

Veículos licenciados: a motor: 300; tração animal: 850.

Monumentos: Monumento ao Cel. Francisco Orlando D. Junqueira (Fundador da cidade).

Serviços Públicos

Abastecimento de água: Municipal com 3 reservatórios.

Rede de esgoto: Municipal.

Iluminação: Tem.

Telefones: 300 aparelhos. Empresa Telefônica de Orlândia.

Calçamento: 18 ruas calçadas.

Matadouro Municipal: 1.

Cemitérios: Municipal.

Bibliotecas: Ginásio do Estado.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Igreja Matriz de Orlândia sob a invocação de Sta. Genoveva, subordinada ao Bispado de Ribeirão Preto.

Obras assistênciais mantidas pela Igreja Católica: Conferência de S. Vicente de Paulo e Vila Vicentina.

Informações Diversas

Médicos: Drs. Clodoaldo Jorge Ferreira, Hermógenes Prado, Durval Junqueira Machado e João Carlos Pinke.

Engenheiros: Drs. Abidiel Cavalcante Braga, Antônio José de Souza, Paulo Ferreira da Silva, Roque de Paiva Machado e José Ribeiro de Paiva, Civil.

Dentistas: Drs. Genuíno Nogueira, Jamil Secaf, Walter Vilhena e João Vilhena dos Nascimentos.

Farmácias: Orlândia, Sta. Genoveva, Moderna, Sto. Antônio.

Laboratório de análise: Posto de Assistência Médico Sanitária (Estadual).

Instalações de Raios X: Dr. Walter Vilhena (dentista).

Cinemas e teatros: Cine Teatro Municipal. 400 na platéia e 1.200 no balcão.

Conjuntos orquestrais: Bico de Lacre sob a direção de João Sircili.

Filhos ilustres do município: Cel. Francisco Orlando Diniz Junqueira (falecido) fundador da cidade.