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Evento

Reforma Tributária do Consumo sobre o Setor de Meios de Pagamento

Barcellos Tucunduva Advogados promove debate em São Paulo dia 26/6, às 9h.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Atualizado às 16:36

O setor brasileiro de meios de pagamento, protagonista de uma das maiores transformações financeiras do mundo nos últimos anos, enfrenta um novo desafio: adaptar seus modelos operacionais, tecnológicos e tributários às regras da Reforma Tributária. 

Impulsionado pelo avanço do Pix, do Open Finance e pela expansão das fintechs, o mercado de pagamentos digitais cresceu exponencialmente na última década e passou a desempenhar papel central na infraestrutura financeira do país. Agora, empresas do setor precisam se preparar para mudanças que vão muito além da carga tributária, alcançando sistemas, processos, precificação, compliance e a própria arquitetura operacional das instituições. 

Para discutir os efeitos da nova legislação sobre esse ecossistema, o Barcellos Tucunduva Advogados promoverá o evento "Impactos da Reforma Tributária do Consumo sobre o Setor de Meios de Pagamento", na próxima sexta, 26/6, das 9 às 12h, em SP. 

Entre os principais temas em discussão estão a implementação do split payment — mecanismo que permitirá a segregação automática dos tributos no momento da liquidação financeira das operações —, os impactos da CBS e do IBS sobre receitas e serviços financeiros, os desafios de aproveitamento de créditos tributários e os investimentos tecnológicos necessários para adequação das empresas ao novo ambiente regulatório. 

Segundo Eduardo Zangerolami, CEO e sócio da área Tributária do Barcellos Tucunduva Advogados, a Reforma já deixou de ser uma discussão exclusivamente jurídica. "As instituições financeiras e empresas de meios de pagamento precisarão revisar processos, sistemas e modelos operacionais. Estamos falando de mudanças que afetam desde a forma de apuração dos tributos até a gestão de dados, a governança e os mecanismos de reporte regulatório. O desafio não está apenas na interpretação da nova legislação, mas na capacidade de adaptação operacional das empresas".

O novo cenário também pode provocar revisões importantes nos modelos de negócio adotados por fintechs, adquirentes, subadquirentes, instituições de pagamento e demais participantes da cadeia financeira. "A combinação entre novas regras de tributação, possibilidade de creditamento e mecanismos como o split payment tem potencial para alterar estruturas de custos, precificação e margens de diversos agentes do mercado. Muitas empresas já estão realizando avaliações estratégicas para entender como essas mudanças impactarão sua competitividade nos próximos anos", acrescenta Zangerolami. 

 (Imagem: Divulgação)

Eduardo Zangerolami e Giancarllo Melito.(Imagem: Divulgação)

Para Giancarllo Melito, sócio da área de Meios de Pagamento do escritório, o setor vive um momento semelhante ao que ocorreu durante a implementação do Pix e do Open Finance. "O mercado brasileiro de pagamentos se tornou uma referência global em inovação. Agora, o desafio é tributário e operacional. A adoção do split payment, por exemplo, exigirá adaptações relevantes nos fluxos financeiros, nos sistemas de liquidação e nas estruturas de processamento das empresas. Trata-se de uma mudança que impacta diretamente a operação e não apenas a área fiscal".

Melito destaca que o impacto tende a ser mais significativo justamente para empresas que cresceram em ambientes altamente digitais. "Muitas fintechs nasceram com estruturas enxutas, altamente automatizadas e focadas em escala. A Reforma Tributária exigirá uma nova camada de controles, integração de dados e governança. Quem se preparar primeiro terá vantagem competitiva durante o período de transição".

Barcellos Tucunduva Advogados