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Employer divulga cartilha sobre trabalho temporário

Trabalho temporário deve movimentar 600 mil contratos no 2º trimestre, com demanda sazonal.

18/5/2026
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O trabalho temporário deve manter estabilidade no segundo trimestre de 2026, com cerca de 600 mil contratos previstos entre abril e junho, segundo a Asserttem, entidade que representa o setor. O volume acompanha o registrado no mesmo período do ano passado.

A projeção considera o impacto de datas sazonais relevantes para o consumo, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados, além da realização da Copa do Mundo, que tende a impulsionar setores como comércio e serviços. Áreas como e-commerce, logística, vestuário e calçados devem concentrar parte das contratações no período.

A distribuição das vagas deve seguir o padrão observado no setor, com predominância da indústria, responsável por cerca de 40% das contratações, seguida por serviços, com 30%, comércio, com 25%, e outros segmentos, com 5%.

No primeiro trimestre, o ritmo de admissões já indicava esse cenário de estabilidade. Entre janeiro e março, foram registrados aproximadamente 800 mil contratos temporários, volume semelhante ao observado no mesmo período de 2025. O início do ano foi mais lento, com recuperação gradual ao longo de março, puxada pela retomada das atividades após o Carnaval e pela preparação para datas comerciais.

Apesar da estabilidade no volume, o avanço contínuo da modalidade mantém em evidência desafios relacionados à aplicação correta do trabalho temporário. A pressão por contratações rápidas, comum em períodos de pico, tem ampliado dúvidas sobre o enquadramento legal.

Nesse contexto, a Employer lançou uma cartilha com orientações sobre o uso da modalidade. O material reúne conceitos, critérios legais e exemplos práticos para apoiar decisões de contratação.

"O trabalho temporário tem papel importante na operação das empresas, especialmente em momentos de maior demanda. Mas é fundamental respeitar os limites da legislação para evitar riscos", afirma Vânia Montenegro, vice-presidente da Employer.

Segundo a executiva, o crescimento da modalidade exige maior preparo das áreas de recursos humanos. "A necessidade de agilidade nas contratações aumentou, mas isso não reduz a responsabilidade sobre a escolha do modelo adequado", diz.

A Asserttem avalia que, mesmo em um cenário de estabilidade no volume de contratações, o trabalho temporário mantém relevância como mecanismo de acesso ao mercado formal. Segundo a entidade, cerca de 20% dos profissionais contratados nesse regime acabam efetivados, o que reforça o papel da modalidade na recomposição das equipes ao longo do ano.

Para Vânia Montenegro, esse movimento reforça a necessidade de maior precisão na aplicação do modelo. "O trabalho temporário continua sendo uma porta de entrada importante para o mercado, mas exige planejamento e clareza no uso. Em um cenário de maior cautela, a tendência é que as empresas busquem mais eficiência, sem abrir espaço para erros na contratação", afirma.

Acesse a cartilha clicando aqui.

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