Nesta quarta-feira, 30, Paulo Bomfim, conhecido como o "Príncipe dos Poetas", completaria 100 anos.
Nascido em São Paulo em 1926, o autor estreou na literatura ainda jovem, com "Antônio Triste", obra premiada pela Academia Brasileira de Letras com o Prêmio Olavo Bilac. Ao longo de mais de seis décadas de produção, publicou dezenas de livros e fez da memória, do tempo e de São Paulo alguns dos temas recorrentes de sua poesia.
Em 1963, ingressou na Academia Paulista de Letras, da qual se tornaria decano, e, em 1981, foi eleito Intelectual do Ano pela União Brasileira de Escritores, recebendo o Troféu Juca Pato.
Para marcar a data e manter viva a memória de um dos nomes mais importantes da poesia brasileira, Migalhas promove um sorteio especial de cinco exemplares da "Migalhas de Paulo Bomfim" (Migalhas, 240p.).
A obra reúne centenas de aforismos extraídos dos principais livros do poeta. São reflexões que, décadas após serem escritas, permanecem atuais e atravessam gerações:
"Até mesmo no amor estamos sempre sós."
"Pensar é descobrir a vida pelo avesso."
"No calendário, os dias são vidas."
A presença de Paulo Bomfim também permanece ligada ao Judiciário paulista. Autor dos hinos do TJ/SP, da EPM – Escola Paulista da Magistratura e da Apamagis – Associação Paulista de Magistrados, o poeta foi homenageado em vida pelo Tribunal com o Espaço Cultural Paulo Bomfim.