Migalhas

Terça-feira, 7 de abril de 2020

ISSN 1983-392X

Gramatigalhas
José Maria da Costa

Andar a ou Andar de?

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Uma leitora, que se identifica como Fátima, envia a seguinte mensagem ao Gramatigalhas:

"Gostaria de saber a diferença entre usarmos as expressões andar a cavalo e andar de jegue."

1) Uma leitora indaga qual a diferença entre as expressões andar a e andar de, como nos seguintes exemplos: a) "Andar a cavalo"; b) "Andar de jegue".

2) Ora, no sentido de se conduzir ou ser conduzido, ou de se fazer transportado, o verbo andar admite, em alguns casos, construção com a preposição a, e, em outros, com a preposição de. Exs.: a) "Andar a"; b) "Andar a cavalo"; c) "Andar de carro"; d) "Andar de avião"; e) "Andar de jegue".

3) Nesses casos, entretanto, tais preposições não são intercambiáveis – vale dizer, não podem ser empregadas uma em lugar da outra – , de modo que não encontram respaldo nas regras de Gramática as seguintes expressões: a) "Andar de "; b) "Andar de cavalo"; c) "Andar a carro"; d) "Andar a avião"; e) "Andar a jegue".

José Maria da Costa

José Maria da Costa, é graduado em Direito, Letras e Pedagogia. Primeiro colocado no concurso de ingresso da Magistratura paulista. Advogado. Mestre e Doutor em Direito pela PUC/SP. Ex-Professor de Língua Latina, de Português do Curso Anglo-Latino de São Paulo, de Linguagem Forense na Escola Paulista de Magistratura, de Direito Civil na Universidade de Ribeirão Preto e na ESA da OAB/SP. Membro da Academia Ribeirãopretana de Letras Jurídicas. Sócio-fundador do escritório Abrahão Issa Neto e José Maria da Costa Sociedade de Advogados.

-