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Porandubas nº 45

quarta-feira, 22 de março de 2006

 

GAROTINHO NÃO LEVARÁ

Como esta Coluna já previra, Garotinho ganhou as prévias do PMDB, transformadas em consulta informal, depois do ministro Edson Vidigal ter proibido sua realização. Ganhou pelo voto ponderado, pois Rigotto teve mais votos absolutos. Ganhou, mas não leva. O PMDB tem 14 candidatos em boas posições nos Estados. Para viabilizar sua vitória, precisa fazer alianças a torto e a direito. Por isso, não interessará ao partido aprovar a candidatura própria na Convenção de junho.

NOMES VIÁVEIS DO PMDB AOS GOVERNOS

Rio Grande do Sul - Rigotto ou o candidato indicado por ele
Santa Catarina - Luiz Henrique
Paraná - Roberto Requião
Mato Grosso do Sul - André Pucinelli
Tocantins - Marcelo Miranda
Rio de Janeiro - Sérgio Cabral
Espírito Santo - Paulo Hartung
Alagoas - Renan Calheiros (se for candidato)
Paraíba - José Maranhão
Rio Grande do Norte - Garibaldi Alves
Goiás - Maguito Vilela
Piauí - Mão Santa
Pará - Jader Barbalho (se for candidato)
Amazonas - Eduardo Braga

QUE VERGONHA

O ministro Edson Vidigal, que preside o STJ, segunda Corte mais importante do país, diz que julga como juiz até se aposentar. É um direito. Vai entrar na política. Possivelmente para se candidatar ao governo do Maranhão pelo PSB. Julgar matéria política, de alto teor polêmico, praticamente 10 dias antes de se afastar do Poder Judiciário, não parece condizente com a ética. É uma vergonha. Como a politização do Judiciário arrebenta a instituição.

QUANTO MAIS DIVIDIDO, MAIOR

O PMDB está na ordem do dia. Disputado por Lula e pela oposição. Falam muito mal do PMDB. É uma Federação de partidos regionais. Tudo bem. Mas não se nega um fato : quanto mais dividido, maior fica. Este é o PMDB que desafia a aritmética. Tudo indica que sairá do pleito como o maior partido.

ALCKMIN ENTRE OS ECONOMISTAS

Os economistas fincaram raízes na seara política. Vem sendo assim desde os experimentos de Bresser Pereira e Dílson Funaro nos tempos ciclotímicos de José Sarney (1986 em diante). Hoje, continuam a disputar espaço. Quem vencerá a queda de braço para ser acolhido pelos braços de Geraldo Alckmin ? Economistas da PUC do Rio ou economistas da USP-SP ? O diabo é que ninguém agüenta mais essa linguagem : juros nominais, taxas de juros, superávit primário, metas de inflação, câmbio flutuante etc. O povo quer mais segurança, comida e transporte barato, escola qualificada, estradas boas e postos de saúde com serviços de qualidade. O candidato com essa linguagem fará o diferencial.

LULA, AJUDANTE DE SÍSIFO (I)

Sísifo, rei de Tebas, fez muitas estripulias na terra. Os deuses decidiram castigá-lo. Colocaram-no no Hades para purgar os pecados. Implorou para voltar à terra. Os deuses lhe concederam um passeio com tempo marcado para volta. Passou o tempo e nada. Os deuses mandaram capturá-lo. Sísifo, estabanado, tentava se esconder. Não teve jeito. Recebeu um castigo de monta : pegar uma imensa pedra, jogá-la sobre os ombros e depositá-la no topo de uma montanha.

LULA, AJUDANTE DE SÍSIFO (II)

O pobre homem tentava, tentava, tentava. Prestes a conseguir a façanha, eis que a pedra rola e Sísifo vai repetir o esforço ... por toda a eternidade. O povo elegeu Lula porque acreditava que ele poderia ser o ajudante de Sísifo. No momento exato, perto do cume, Lula daria um empurrão e conseguiria jogar Sísifo no topo. Os brasileiros iriam se fartar de alegria. Por toda a eternidade. Nada disso aconteceu. A pergunta é : Lula conseguirá se habilitar novamente a ser o ajudante de Sísifo, o homem capaz de promover a grande revolução da mudança ?

SERRA SERÁ GUINDADO

José Serra será candidato a governador. Tem boas condições de derrotar o candidato petista, seja Marta Suplicy, seja Aloysio Mercadante. Serra se arrependeu de ter aberto o caminho para Geraldo Alckmin. A pressão para assumir a candidatura ao governo de São Paulo é insuportável.

NELSON JOBIM NA POLÍTICA

Depois de desmentidos, Nelson Jobim já admite que vai entrar novamente no PMDB. Quer voltar para os braços mais abertos da política. Depois de uma experiência muito criticada no Judiciário.

O TIRO SAIU PELA CULATRA

Nildo, o Francenildo que tomava conta da Casa de nº 25, no Lago Sul, onde ocorriam festinhas e distribuição de dinheiro, é o herói da semana. O PT tentou desmoralizá-lo. Abriram as contas do caseiro na Caixa Econômica. Ele teve de mostrar as vísceras da intimidade para provar que recebeu dinheiro do pai que queria cooptá-lo, fugindo de uma paternidade. E ainda há quem ache que foi comprado, que recebeu dinheiro dos tucanos, dos pefelistas etc. Como o Brasil ainda está repleto de gente tapada. Em tempos de grampos e controles rígidos, o caseiro seria simplesmente triturado caso fosse flagrado em atos ilícitos. E esse Tião Viana, hein ? Que senador de discurso enviesado. O governo do PT deu um tiro no pé.

ATÉ ONDE MÁRCIO IRÁ ?

O ministro Márcio Thomaz Bastos é um homem sério. Deve estar recebendo muita pressão. Até quando o ministro resistirá ? O affaire Palocci poderá se complicar se as coisas não forem logo descobertas.

PALOCCI SAINDO

Se Palocci sair, a boataria vai se expandir. Por um tempo. Mas os impactos, no médio prazo, serão administrados. Lula perderá bastante.

PALOCCI FICANDO

Se Pallocci ficar, a boataria também se expandirá. E a fogueira continuará acesa por todo o tempo. Lula vai perder muito mais. Colocará a crise no colo.

POR ONDE ANDARÁ JEANY MARY CORNER ?

Por onde andará Jeany Mary Corner, intérprete das demandas mais íntimas de um poderoso eleitorado de Brasília ? A palavra dessa mulher, nesse momento, tem mais força que todos os verbos soltos para esconder verbas sujas.

E QUE SONHOS TEM PALOCCI, HEIN ?

O ministro Antonio Palocci está no meio do inferno astral. Poderoso, respeitado, fiel escudeiro da moeda forte de Lula, o ministro da Fazenda deve acordar aos sobressaltos nesses dias quentes de Brasília. Que sonhos povoam a mente palocciana ? A imagem é de fuga, medo ou harmonia ?

E OKAMOTTO ?

Tião Viana, senador, pediu a quebra do sigilo das contas do caseiro Nildo. Mas luta para esconder as contas do trem-pagador da família presidencial, Paulo Okamotto, ex-sindicalista e presidente do Sebrae.

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Atualizado em: 21/3/2006 16:32