Migalheiros 29/6/2010 Conrado de Paulo "Vocês se lembram do estudante de Medicina que foi encontrado morto na piscina da USP, em 1999? Ele foi afogado mecanicamente (isto significa que, mesmo não sabendo nadar, foi jogado várias vezes na piscina até que não resistisse mais), em um trote. Então, vocês têm que saber que, até hoje, ninguém foi responsabilizado pela morte do rapaz. E os acusados estão livres, leves, soltos, exercendo suas profissões e gozando a vida. Um dos afogadores foi o dr. Luis Eduardo Passarelli Tirico, titular do time de basquete da faculdade e considerado o 'mauricinho' da turma. Tem 24 anos, e, junto com outros três, foram denunciados. Quem pediu a sustação do processo, 24 horas depois de assumir o cargo foi o ex-Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Isso porque ele era um dos advogados de defesa do dr. Luis Eduardo Passarelli Tirico. Disse o ministro da justiça de Lula que inexistiu relação entre sua nomeação e o pedido de sustação do processo, mas, segundo a promotora responsável pelo caso, 'é, no mínimo, uma coincidência muito estranha o fato de a ação ser interrompida um dia depois da nomeação de Márcio Thomaz Bastos, sabendo-se que ele defendia um dos acusados'. Vê-se, portanto, que sem o prosseguimento da ação, até hoje o único culpado foi a própria vítima, Edison Tsung Chi Hsueh, que pagou com a própria vida pelo esforço que fez para entrar no curso da USP. Só para refrescar mais um pouco a memória, o nosso ex-Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, foi também advogado dos delinquentes que assassinaram o índio pataxó, a quem, igualmente, nada aconteceu. Assim funciona a Justiça neste país tupiniquim." Envie sua Migalha