Juridiquês 2/5/2005 José Carlos Guimarães - Niterói "Há muito se critica que profissionais utilizem idioma próprio: médicos, advogados, economistas e outros menos votados fazem de seus textos verdadeiros códigos. Imaginem se jornalistas, fizessem o mesmo? Jornalista que escrever para jornalista ler vai deixar o público desinformado, pois os melhores textos estão nas entrelinhas. No caso do advogado, entendo que o “juridiquês”, contribui e muito para tornar a justiça mais distante. Assim, toda comunicação, repare que os processos são públicos, com acesso irrestrito a qualquer do povo (tirante exceções, antes que me corrijam) - deve ser clara. Não defendo aqui a linguagem coloquial, base primordial da imprensa, mas ataco a linguagem rebuscada onde a mensagem só poderá ser entendida por seus pares - e às vezes nem por estes. Ou será que já foi esquecido o telegrama de um desembargador do TJ/SP que, por mal redigido e não entendido por um juiz em Itu, abriu as portas da cadeia ao acusado pela morte do empresário Nelson Schincariol?" Envie sua Migalha