Roedores

30/5/2005
Mano Meira

"A peste da corrupção

estampa roedores

em ataques sem pudores

ao erário da nação,

são como rato ou ratão

corruptos e corruptores.

 

Há ratos de várias espécies

uns são alados,

já que cruzados

com morcegos,

que amiúde

estão sendo pegos

no escândalo da saúde,

enquanto a sorte não mude

com vampiros formam arreglos.

 

A infiltração é grande

em inúmeras repartições,

nos palácio e porões,

em qualquer dia e hora,

põem as garras de fora

em propinas e conchavões.

 

E a peste se propaga

sem alarde na calmaria,

fazendo estripulias,

falcatruas e artimanhas,

uns possuem manhas

de formarem parceria.

 

E afinal, qual a solução?

CPI - meus irmãos ou fogo!

Este lembra o exemplo Romano,

vejam que Nero, o soberano,

pra acabar com a solapa

da peste bubônica, num tapa

fez uso deste artefato bagual,

mandando a guarda imperial,

lascar fogo! E foi tocar harpa."

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