Exame de Ordem 23/2/2011 Marco Lourenço "Fiquei entristecido ao ler nas migalhas de hoje os tópicos: 'Exame de Ordem' e 'Nóis na fita' (Migalhas 2.577 - 23/2/11). Em tom jocoso, as migalhas tentam fazer graça com um assunto que é de extrema gravidade, ou seja, a situação de 'limbo profissional' que são submetidos milhares de bacharéis em Direito que não logram ser aprovados neste 'concurso público' que se tornou o Exame de Ordem. Exame este que se destina ao exercício de profissão ao qual uma pessoa se sujeita, durante longos cinco anos de preparação. Mas o pior, não foi somente ao tom (na minha humilde opinião) fora do tom. Se o juiz Julier Sebastião da Silva, segundo a migalha 'Nóis na fita', 'está acostumado com as primeiras páginas', o que dizer do sr. Ophir Cavalcante, que também não sai da mídia. Este senhor, que se arvora (que é seu papel) no direito de apontar o que é certo e errado, é o responsável pelo descumprimento de pelo menos uma norma, norma esta emanada pela própria instituição que comanda, qual seja: o provimento do CFOAB nº 136/2009. Sou leitor assíduo do Migalhas, recebo-o por email e desde que surgiu a polêmica das mal fadadas questões de Direitos Humanos no último 'concurso público' para exercício de profissão particular, não vi e continuo não vendo, qualquer manifestação por parte dos redatores do Migalhas, muito menos estes querendo ser engraçados com isso. É lamentável essa tentativa de ser engraçado, vou mais além, é trágico! Pois milhares de pessoas ficam a mercê dos caprichos de uma instituição (OAB) que não cumpre o que ela própria determina. Migalhas, para finalizar, vocês erraram o tom! Ao querer fazer graça com uma situação há de se observar o que está ao entorno dela, pois pode acabar, sei que a intenção não foi essa, se tornando irritantemente sem graça." Envie sua Migalha