Pirataria

14/6/2005
Antônio Orlando de Almeida Prado

"Bem, sou contra a pirataria, em termos. Temos, evidentemente, três fatores importantíssimos que facilitam a pirataria: 1º - A falta de emprego, faz com que surjam, como ratos, os camelôs, restando criada a economia informal, sendo certo que a pirataria sobrevive graças a ela; 2º - O governo, em qualquer esfera, é o responsável pela maior tributação do Planeta, fazendo com que os produtos sejam extremamente caros. Sobre os produtos pirateados não incide impostos. Ora, se o cidadão consome só os produtos, dito legais, paga os impostos ao Governo, e este por sua vez, ao invés de retorná-lo em forma de serviços, gasta na ciranda da corrupção, restando incentivada a pirataria pelo Governo. É evidente o efeito dominó. 3º - O custo financeiro dos produtores nacionais, em razão dos estratosféricos juros, faz com que cheguem ao consumidor, extremamente caros. O problema maior é que o governo faz de conta que estamos em País de 1º mundo, quando, na realidade, estamos em um País, que quase se iguala aos mais miseráveis do mundo, com uma renda per capita, quase igual ao do Gabão, esquecendo-se, por motivos óbvios, que a grande parte de nossa população é pobre e de baixíssimo poder aquisitivo. Na verdade quem incentiva a existência da pirataria é o governo. Tanto pela excessiva tributação quanto pelos juros altíssimos, inviabilizando a comercialização barata de nossos produtos. Um CD, de dupla sertaneja custa mais do que nos Estados Unidos. Ora, se o CD tivesse o seu preço de acordo com a realidade de nosso povo, não existiria pirataria. Mas, por exemplo, os sertanejos querem ficar milionários em poucos dias... E por aí vai. Enquanto nossa tributação continuar no patamar em que se encontra e os juros forem estratosféricos, nesse caldo a pirataria encontrará terreno fértil à sua proliferação."

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