Invasões 4/7/2005 Mário Henrique Rolim "Caramba que o Migalhas pegou fogo! Boto minha mão no fogo: conheço juízes honestos, conheço médicos honestos, conheço policiais honestos e conheço políticos honestos. E daí? Também conheço políticos desonestos, policiais desonestos, juízes desonestos e médicos desonestos. E advogados desonestos? Aos magotes. Quem não ouviu falar daquele advogado que incluía no contrato de honorários uma cláusula que o dispensava de prestar contas ao cliente dos valores recebidos em nome do cliente? Ou daquele que, segundo constou dos jornais, cedia sua chácara para que o cliente ali guardasse a muamba furtada? Ou aquele que... Cada um dos leitores terá pelo menos um caso para contar, certamente. Há mandados de busca e apreensão expedidos contra médicos, contra policiais, contra operários, contra sacerdotes, contra... Só contra advogados é que não pode? Por que? O buraco é mais em cima: os mandados de busca e apreensão não podem ser de conteúdo genérico. Isso quando se trata de médico, de sacerdote, de policial, de advogado e de qualquer outra pessoa. O problema não está no fundo, está na forma. Isso de defender advogado só por ser advogado é querer manter fechadas as inúmeras caixas pretas que todos nós (e o ilustre Ministro da Justiça) sabemos que existem. Ninguém, certamente, colocará no jornal anúncio dizendo "lava-se dinheiro". O resto é puro esprit de porc. (sic!)" Envie sua Migalha