ABC do CDC 22/7/2011 Daniel Consorti "Prezado Desembargador Rizzatto Nunes, com todo o respeito que tenho pelo senhor, mas esse artigo é um retrocesso absurdo não só legislativo, mas também de pensamento (ABC do CDC 24 - 21/7/11 - clique aqui)! Veja, os carros que são fabricados aqui, com motores pequenos (1.0 litros) que atingem 150 km/h é verdade, mas dificilmente andam acima de 70 km/h são muito mais perigosos que os carros importados, como o Porsche, com motores muito potentes, velocidades acima de 300 km/h, etc. E eu cito o porque: porque as leis de segurança viária no Brasil são verdadeiras piadas! Ora, como todos devem saber, na Alemanha, as auto estradas (autobahn) não tem limite de velocidade e é comum ver Porsches, Ferraris e outros carros passando a muito mais de 300 km/h e não vemos tantas mortes como no Brasil! Nos EUA salvo engano, o limite nas HIGHWAY é 100 milhas por hora, algo em torno de 160 km/h e apesar do numero alto de mortes, eles tem quase o dobro do numero de carros por lá! Ora, isso é simples de explicar... Estes países possuem regras muito rígidas com os fabricantes no que tange a segurança veicular. Por exemplo, na Europa e nos EUA, o airbag é obrigatório em todos os carros há mais de 20, 30 anos! No Brasil essa norma nem sequer entrou em vigor! Ademais, se for pra pensar assim, por que não aplicar o mesmo CDC contra as prefeituras, estados e municípios, que nos oferecem estradas, ruas e avenidas que representam um risco muito maior que os carros em si! Buraco atrás de buraco, que muitas vezes tiram completamente o controle de um motorista hábil, com um carro em perfeito estado e trafegando em velocidade compatível ou até abaixo! Aplicar o CDC como ventilado pelo colega é simplesmente empurrar a culpa não só do motorista, mas do poder público em geral para a montadora! Mais uma vez me explico: se a segurança pública fosse boa, o rapaz teria medo de assalto e aceleraria como alega ter feito? Mais, a advogada teria passado no sinal vermelho, pelo mesmo medo de assalto? Esse pensamento de forçar o fabricante a limitar a velocidade dos automóveis beira o absurdo, um verdadeiro pensamento de ditadura! Como muitos migalheiros já expressaram, a compra do carro e o jeito de dirigir é do livre arbítrio da pessoa. Esses são meus pensamentos. Deixo mais uma vez meu respeito e meu abraço." Envie sua Migalha