9 de julho 6/7/2005 Armando Rodrigues Silva do Prado "Migalheiros! O 9 de julho se aproxima e, como sempre, velhos mitos serão relembrados. Como proposta para uma história menos ideológica, relato outros fatos, outros valores. Na noite de 9 de julho de 1932, começou o movimento armado montado pela plutocracia paulista, objetivando retomar o poder político, jogando os paulistas na aventura militar contra a federação. A demagogia literária corria solta: "uma luta de Jesus contra Lênin" (Ibrahim Nobre) ou, o que é pior, "existe mais afinidade paulista como o japonês do que com o nordestino (Paulo Duarte). O movimento teve o sinal de partida através da prisão de Miguel Costa (representante dos tenentes) e o assalto ao comando da 2ª Região Militar pelo temperamental coronel Figueiredo, pai de um intempestivo futuro presidente. Com 03 meses de guerra inútil, restou jovens mortos, derrota, humilhação e traição de alguns chefes paulistas. O general Klinger negociou o armistício. As causas da derrota foram muitas, mas, fundamentalmente, de natureza política, como a idéia do separatismo que isolou S. Paulo, resultando na falta de simpatia pela causa no resto do país e, inclusive, no próprio interior do estado paulista; trabalhadores ausentes, pois entendiam que "lutar por São Paulo, era lutar pelo P.R.P." A aristocracia com seus aliados acreditavam que o movimento se resumiria "a uma parada militar, mera marcha triunfal ao Rio de Janeiro". Alguns rapazes das famílias abastadas, mandavam fazer suas fardas nos alfaiates da moda. Despediam-se das famílias, como se fossem para um grande passeio. A juventude, principalmente, foi vítima de um embuste. Quanto às causas do movimento, de pronto, deve-se afastar a principal, pois em fevereiro de 1932, fora decretado o Código Eleitoral como início dos preparativos para a eleição, agendada para 03 de maio do ano seguinte, como de fato aconteceu. "Em 1930 o PRP foi morto, depois de 36 anos de domínio. Em 1932 aconteceu o tardio enterro". Ontem, como hoje, as superelites não toleravam os sem "tradição" no poder. Fraternalmente," Envie sua Migalha