Crise

8/8/2005
Antonio Carlos Rocha da Silva - migalheiro alerta

"O Presidente Lula, num de seus últimos discursos, comparou-se a Getúlio Vargas, para cobrir-se com o mítico manto de "pai dos pobres". Era eu muito jovem nos idos de 1954 para ter na memória o vulto do "mar de lama" que levou Getúlio a suicidar-se. Recorro então, à memória do ilustre mestre Goffredo Telles Junior, que vivenciou aqueles tempos e nos conta em "A Folha Dobrada", pág. 431: "Como todos os chefes autoritários, Getúlio acreditava que sua melhor força era a que lhe advinha de sua comunicação direta com as massas. De fato, dessa comunicação, advinha-lhe a força do aplauso e da solidariedade , nas manifestações de rua. Mas como haveria ele de canalizar essa força para os órgãos da ação política do Governo? Aliás, não pôde nem sequer mantê-la, quando a inflação corroeu o salário dos trabalhadores. Sem elos partidários, sua estabilidade era conseguida por meio de concessão de favores a uns e a outros. A frágil e incerta tranqüilidade de seu sistema de poder dependia desse imoral processo de compra e venda. Em conseqüência, uma parte considerável da máquina administrativa do governo passou a fundar-se no suborno e na mais desbragada corrupção." Lula, identificando-se com o mito, transplantou-se os pés de lama."

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