Crise

11/8/2005
Marcos José do Nascimento

"Passado algum período do início da crise política e os seus desdobramentos, alguns aspectos revelam o caráter da maior parcela da imprensa nativa e seus interesses inconfessos. Um deles, entre outros, refere-se à abordagem em torno de um dos filhos do Presidente Lula, sócio da Gamecorp. Explorou-se o fato de a Telemar haver aportado R$ 5 milhões na firma, a título de investimento. No entanto, outros fatos não foram informados. No ano de 2002, a empresa (Gamecorp) conseguiu a licença do canal G4 dos Estados Unidos, o filho de Lula escrevia uma coluna semanal na Folha de São Paulo sobre videogames, produziu um programa de videogames exibido na TV Bandeirantes, aos sábados, pela manhã, em um ano a audiência subiu de 0,1 para 4 pontos, e a TV ofereceu horários mais nobres e inserções de 05 minutos diários. Por ocasião do contrato com a Telemar, a empresa faturava em torno de R$ 400 mil mensais. Richard Dubois, da Trevisan, intermediou o negócio. A proposta inicial partiu da Brasil Telecom, controlada pelo banqueiro Daniel Dantas. Richard Dubois buscou outras ofertas, entre as empresas interessadas, inclusive a Telefônica fez a sua oferta, a Telemar trouxe as melhores ofertas, pagando R$ 2,5 milhões por 35% da Gamecorp, outros R$ 2,5 milhões aos contratos de exclusividade dos anúncios e de uso de programação em celulares. De maneira diferente, no tempo em que FHC era Presidente, teve tratamento o seu filho pela imprensa. Rebento sem profissão definida, com hábito de intermediar encontro de representantes da iniciativa privada com integrantes do governo paterno. No fim do governo de seu pai, editava uma revista sobre exportação, prosperando a publicação no momento em que o pai governava o país, graças a anúncios de grandes empresas, em 2003 a publicação deixou de existir. Esse é apenas mais dos exemplos de como se comporta a nossa imprensa nativa."

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