Crise 11/8/2005 Alexandre de Macedo Marques "Parece que nos arraiais do "think tank" migalheiro - onde anda o "Director"? - vai-se firmando a confusão conceitual entre os ilícitos eleitorais do PT e outros partidos (recursos não declarados/Caixa 2) e o ominoso e criminoso esquema de cavação de recursos ilegais para a compra de parlamentares no âmbito maior da perpetuação no poder; plano concebido, dirigido e executado pelo comissário Dirceu e seus camaradas. Alguns advogados, fogosos à cegueira, começam a endossar a confusão não percebendo que essa é a linha de defesa do PT, exposta pelo presidente de honra do Partido, ora em exercício (?) da Presidência da República, na já célebre "charla de Paris" ou o "eu sou, quem não é?" Uma coisa é a manjadíssima caixa 2 - o eufemismo Delubiano dos "recursos não contabilizados" - resposta bruzungundeana à hipócrita legislação eleitoral. No caso não há partidos políticos inocentes. E tão hipócrita é a legislação que comina penas que são afagos para os réus. O custo/benefício do ilícito é tentador, um convite do tipo faça enquanto eu estou olhando para o outro lado. O PT e seus defensores, no afã de estabelecer a confusão num "sou, quem não é" geral, exploram a possível existência doações não declaradas nas eleições de 1998, em Minas, e que envolveria contribuições da Agência de Publicidade do famoso Valério a candidatos do PFL e PSDB. É evidente que as Agências do Valério são importantes no contexto econômico de Minas Gerais e, como tal, alvos de pedidos de colaboração pelos partidos políticos. E o atendimento a tais solicitações uma decisão importante na sua política de relacionamento com os possíveis futuros detentores do poder. Isso é regra em todo o mundo democrático. Claro que obrigatoriamente às claras. No Brasil... Muitas empresas, não desejando comprometer-se publicamente com políticos, usam o subterfúgio de doações indiretas, como parece ser o caso do deputado Brandt/Usiminas. A coisa se passa entre os gestores da máquina de arrecadação partidária e as empresas ou seus prepostos. E a maioria dos solicitados atende aos pedidos das várias facções não desejando indispor-se com nenhuma, freqüentemente com a condição de não serem identificados. Tudo muito brasileiro, tudo muito mineiro, tudo muito coisa nossa! A questão é que não há que misturarem-se doações cujos recursos têm origem legal embora, do ponto de vista de legislação eleitoral, sua não contabilização para a Justiça constitua ilegalidade. Os recursos doados e não declarados pelos partidos não são fruto de corrupção, ilícitos ou do aparelhamento partidário da máquina do Estado. Outra coisa é a societas sceleris petista, sua máquina arrecadadora de dinheiro sujo nas companhias estatais e órgãos públicos,a manipulação financeira sem limites, a ilicitude penal,a compra de parlamentares e consciências, o plano de perpetuidade no poder, a nefanda hipocrisia e o farisaísmo abjeto do bolchevismo petista. Então, senhores, fiquemos com a verdade acaciana que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Uma coisa é o ilícito eleitoral cujo elemento material é o dinheiro limpo não informado à Justiça Eleitoral. Outra o gangsterismo político-financeiro praticado pelos "bons companheiros"." Envie sua Migalha