Adeus William Rehnquist

13/9/2005
Pedro Paulo Porto Filho - escritório Porto e Dal Pozzo Advogados

“Adeus William Rehnquist. As portas se fecharam! Morreu um dos últimos grandes juízes de nossa nova era. Indicado por Richard Nixon, no início dos anos 80, Rehnquist permaneceu por quase vinte anos frente a Suprema Corte, levando-a ao mais auto grau de respeitabilidade do país. Assim como os ingleses respeitam a coroa britânica, os americanos respeitam sua Suprema Corte. O guardião da Constituição! Assim como no sistema brasileiro, o próximo ministro da Suprema Corte será indicado pelo chefe do Executivo e sabatinado pelos membros do Senado. Muitas perguntas e especulações começam a rodear em torno do nome de John Roberts, futuro indicado por Bush. A principal indagação e que deve ser afastada desde logo é de que o fato dele ser indicado por um conservador não o torna um também. A história universal está cheia de exemplos de criaturas que se viraram contra o seu criador, ou mesmo que se tornaram pessoas diferentes e independentes. Não devemos esquecer que Brutus matou César. As próprias características do cargo (vitalidade e estabilidade) permitem uma separação entre Poder Executivo e Judiciário. O poder transforma as pessoas. Definir o futuro indicado apenas pela indicação é reduzir seu papel enquanto juiz e homem. A história costuma não enganar. Não podemos esquecer que com um Supremo Tribunal Federal forte, o país, EUA, teve a ousadia de manter por mais de duzentos anos uma mesma constituição e uma evolução social econômica.”

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