Crise política 14/9/2005 José Renato M. de Almeida – Salvador/BA “O Brasil mudou. O que assistimos nos meios de comunicação, com cautela e lucidez, vem comprovar minha percepção divulgada no Espaço do Leitor de 8/4/1999, no comentário Fumaça e Fogo. Fazia referência à ação do Ministério Público na apuração das denúncias contra pessoas tidas como, até então, acima de qualquer suspeita, como o ex-presidente do BC Francisco Lopes que sofreu um mandado de busca e apreensão em seu apartamento. Houve um certo assombro na época por parte dos inúmeros suspeitos de colarinho-branco, que sempre conseguiam se manter acima das regras legalmente estabelecidas e livrar-se das acusações e denúncias visivelmente comprometedoras. As investigações sobre Maluf se arrastam há décadas sem sucesso, muitas já caducaram, livrando-o por decurso de prazo. Os motivos que levavam as "rigorosas investigações" até as penúltimas conseqüências que já eram bem conhecidas, agora se revelam sem disfarces com toda nitidez: suborno, chantagem, ameaças, assassinato. O motivo dessa mudança está, principalmente, na criação de órgãos independentes de fiscalização como o Ministério Público, visto que os demais órgãos são heranças da velha república dos coronéis imperiais, onde os fiscais são nomeados e/ou aprovados pelos fiscalizados... Convenhamos, com essa sistemática temos de ter verdadeiros e destemidos santos heróis para resistir aos que lhes nomearam e autuá-los. Alguém lembrou dos Tribunais de Contas da União, Estados e Municípios? Pois é uma dessas heranças. Já o atual sistema de "agências controladoras" como Anatel, Aneel, com poucos membros a controlar, a votação eletrônica sem impressão do voto e outras semelhantes já são criatividades da "nova" República. Essas sistemáticas com vício de origem, como eleição eletrônica, têm "brechas" que serão usadas quando for conveniente e ninguém nem se lembra mais de que ou como esta induz a fraude. Hoje, sem a impressão do voto para uma possível e necessária auditoria para confirmação do fiel e perfeito processamento da apuração, a eleição é vulnerável a fraudes do tamanho do Brasil. No próximo ano de 2006 teremos votação para presidente, senadores, deputados, governadores...” Envie sua Migalha