Clonagem

23/9/2005
Karina Gomes - Jornalista

"Boa tarde colegas, sei que não sou a única consumidora insatisfeita com o serviço de uma das maiores operadoras de telefonia do Brasil. Imagino que há muitas pessoas com problemas piores que o meu, mas não dá para ignorar a falta de respeito que a empresa trata seus consumidores. Há cerca de um ano tive meu celular clonado e com um pouco de dor de cabeça consegui resolver o problema. Desliguei com o operador garantindo que, com a programação efetuada, eu nunca mais teria meu celular clonado. E acreditei. Então, para a minha surpresa, no dia 21/9, quando precisava efetuar uma ligação, fui automaticamente transferida para a Vivo, me assustei, mas não achei que o problema seria clone, afinal, nunca mais teria esse transtorno. Depois de 22 minutos esperando no hold da operadora, fui atendida pelo primeiro setor que me deixou mais 12 minutos esperando a área de clonagem. Nesse setor me disseram que fui clonada, mas não souberam explicar como aconteceu, exceto que é difícil esse processo se repetir, mas que não é impossível... As opções que me deram foram: trocar o número do telefone ou então, esperar quatro dias e receber um novo aparelho gratuitamente e permanecer com o mesmo número. Aceitei essa segunda, achando que seria atendida. Deram-me algumas opções de aparelhos para escolher e notei que essas opções eram todas inferiores ao valor do meu aparelho atual, o qual eu tenho nota fiscal que paguei R$ 799. Mesmo assim, resolvi aceitar, escolhi o LG MX 200. Liguei para confirmar o pedido e me disseram que a empresa estava sem sistema que era impossível realizar qualquer pedido. Abriram um plano de contingência para me ligarem quando o sistema voltasse. Estou até agora esperando a ligação. Não satisfeita decidi entrar em contato com a assessoria da empresa e até consegui retorno no dia 22/9, 'a título de doação' eu ganharia um aparelho que chegaria em apenas um dia. Finalmente eu seria atendida. Então, fui olhar no site o modelo que a AI me indicou. E para meu espanto, novamente um telefone inferior ao meu. Recusei e tentei novamente falar com o setor de clonagem, em vão. Eles estavam sem sistema de novo e não poderiam me ajudar, eu deveria aguardar o plano de contingência retornar. Depois de algumas horas, liguei mais uma vez e consegui. O sistema voltou e a senhorita Márcia de Souza se prontificou a me ajudar, me explicou que aparelho que escolhi não tinha em estoque e que eu precisaria ligar todos os dias para saber se já estava disponível. Falou também que colocariam uma linha provisória no meu telefone durante dez dias, prazo para que o tal aparelho estivesse em estoque. Que eu deveria retornar em uma hora, prazo para liberação da linha, e assim, eles fariam outra programação no meu telefone e eu conseguiria fazer ligações. Lá fui eu, depois de uma hora liguei para a Vivo e para variar, estavam sem sistema. No dia 23/9, tentei pela quinta vez e depois de 17 minutos fui atendida. Fiquei 25 minutos com o Flavio Persequini que não conseguiu completar a programação e disse que eu teria que me encaminhar a loja mais próxima. Resumindo, estou há três dias sem conseguir realizar chamadas, tendo que ligar para a empresa cerca de cinco vezes por dia, na tentativa de ter uma resposta e ainda recebo propostas inferiores ao que eu tenho direito, já que por falha no sistema da Vivo tenho o telefone clonado pela segunda vez. Não quero nada 'a título de doação', quero o que eu tenho direito. E excluindo o material, exijo respeito como ser humano e consumidor. Deixo registrada minha indignação com uma empresa que conta hoje com 36,47% de participação do mercado nacional e registra 4.067 ocorrências de fraudes com telefone."

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