Greve de fome 3/10/2005 Milton Córdova Junior - migalheiro "A autoridade maior da Igreja Católica é que deve tomar providências urgentes em relação ao bispo de Barra (Bahia), que está em greve de fome há seis dias e já sofre desmaios (segundo a imprensa); não o Presidente da República, como querem algumas pessoas. Como maior de idade e - acredito - pessoa bastante esclarecida, o bispo sabe exatamente o que está fazendo, bem como as conseqüências para a sua saúde, não precisando de qualquer pessoa que o tutele, muito menos de sua família (que também, de forma equivocada, escreveu ao Presidente Lula pedindo 'clemência'). Consta que o Sr. Luiz Flávio Cappio (o bispo de Barra) está em greve de fome por 'não concordar com a transposição do Rio São Francisco'. Risível, se não fosse trágico. Registram os livros de História (confirmado pela nossa Constituição Federal) que há séculos que aconteceu a separação (graças a Deus!) entre Estado e Igreja, acabando com uma confusão de interesses cujos efeitos nefastos foram presenciados pela Humanidade. Esperamos que a Igreja (qualquer igreja, qualquer religião, culto ou crença) saiba separar os limites de seu papel. Esperamos, também, que não seja necessário aparecer alguém, novamente (como Napoleão energicamente o fez) para dizer à Igreja que o poder temporal não mais está subordinado ao poder espiritual, enfim, que o Estado não está subordinado à Igreja. Há dois mil anos alguém disse: 'a César o que é de Cesar; a Deus o que é de Deus'. Nada mais atual." Envie sua Migalha