Caso Printes 14/10/2005 Alexandre de Macedo Marques "Há algo de esotérico no reino da polícia paulista. A afoiteza com que esta, através de um delegado da especializada de homicídios, defendeu a tese de 'morte natural' do legista que defendia a tese de crime político no assassinato do Celso Daniel, é altamente suspeita (Migalhas 1.272 – 13/10/05 – "Banana's Republic"). Não me consta que o delegado seja médico ou tenha examinado o cadáver. A ligeireza - para não dizer algo mais agressivo - com que explicou a tese de causa mortis natural, 'forte resfriado seguido de pneumonia e conseqüente miocardite' é de estarrecer. Naquele momento não havia resultado de autópsia e nenhum médico do mundo, tendo como base exame físico do cadáver atrever-se-ia a fazer tal pronunciamento. E vem o sr. delegado e anuncia 'urbi et orbi' que estava afastada qualquer hipótese de homicídio. Razões de sua convicção: o escritório da vítima estava em ordem e o cadáver não apresentava sinais de violência. E logo apresentava, de 'moto próprio' (será?) os fundamentos médicos de tal opinião. Ou os delegados da polícia paulista têm conhecimentos extra-sensoriais de medicina ou estamos diante de um caso estranho... muito estranho, estranhíssimo... É a oitava vítima fatal entre os envolvidos no affaire... E a polícia continua distraída. Será que desta vez governador Alckmin acordará do seu 'nirvana de bom rapaz', dará um murro na mesa e berrará para a sua polícia, 'Fala sério!?' Ou o Greenhalgh, e suas falácias, é que está no comando? A quem favorece, no ambiente paulista, esta ficção Médico-policial." Envie sua Migalha