Desarmamento

17/10/2005
Carlos Augusto Galvão Cônsoli

"Dia 23 próximo o povo brasileiro irá as urnas para enfrentar o tão temido referendo, e a pergunta que não quer calar nos ouvidos do nosso povo é a seguinte: 'O comércio de armas deve ser proibido?' Como profissional de segurança pública do Estado de São Paulo, num primeiro momento diria que a atitude do governo brasileiro em desarmar a população é correta, pois quanto menos armas nas ruas melhor. Mas o problema não está em proibir ou não proibir o comércio, ou alguém acha que com a proibição do comércio de armas o número de roubos, homicídios, latrocínios, sequestros etc. irão diminuir? O necessário senhores é uma reforma na estrutura e organização dos aparelhos de segurança, dar maior agilidade, melhores condições de trabalho aos nossos policiais, valorizar o profissional de segurança pública. Não somente no âmbito da segurança, mas é necessário uma reformulação na educação, saúde, habitação, direitos esses garantidos pela nossa Constituição que nem sempre são observados. Por fim, entendo que tal referendo é de pouca utilidade, está desde já fadado ao insucesso, mais uma vez o governo brasileiro tenta remediar do que prevenir, enquanto não melhorarmos as condições de sobrevivência e de vida do povo teremos de nos preparar para muitos e muitos referendos sem utilidades. É isso."

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