Desarmamento

17/10/2005
Dávio Antonio Prado Zarzana Júnior - advogado em São Paulo/SP

"Na última semana antes da realização do Referendo sobre o Desarmamento, algumas questões ficam esclarecidas: 1) 'Direito de Defesa' não é sinônimo de 'Matar'; 2) Quem coloca a sua segurança e a sua esperança num artefato de metal (ou similar) merece, no mínimo, nossa pena; 3) O direito à vida de 'todos' é um dos fundamentos constitucionais da legítima defesa, e por isso mesmo, aquele é superior a esta; 4) Todos os argumentos em prol do 'não' desabam frente a qualquer morte por arma de fogo, porque uma vida humana sendo tirada não tem comparação com estatísticas, idéias ou reflexões, por melhores que sejam, visto que os cidadãos 'de bem' querem justamente 'o bem', e 'matar' não é algo 'do bem'; 5) Um torcedor adolescente acabou de ser baleado no dia do clássico Palmeiras e Corinthians: quem poderá afirmar, com absoluta certeza, que aquela arma não era 'legal'? O torcedor deveria ter uma arma para sua legítima defesa, e matar o agressor? Que tal armarmos todos os cidadãos, e ver no que dá? Os juristas assassinos, que estão à solta, poderão continuar matando à vontade, quando ficarem 'chateadinhos'? 6) O Referendo sobre o Desarmamento abrange uma temática de cunho espiritual, e não meramente jurídico. A Nação Brasileira é permeada pelo espírito religioso, nas suas mais diferentes facetas. Católicos, Protestantes, Evangélicos, Espíritas, e tantos outros, conhecem o perigo de se tratar a vida humana como se fosse uma mera 'discussão acadêmica'. Ninguém, que possui um mínimo de espiritualidade, aplaude ou estimula qualquer idéia em prol da utilização de armas de fogo contra outros seres humanos, porque conhece as consequências espirituais desse gesto, o mais imbecil de todos. Legítima Defesa Sempre, mas matar, Jamais!"

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