Desarmamento 20/10/2005 Alfredo Daniel Roitmann "Sobre as histórias contadas pelo caro colega Jose Roberto Amorim, acima, quanto ao Referendo, algumas observações que justificam a minha pergunta: Por que nenhum migalheiro descreve sua reação utilizando armas de fogo? A resposta é sempre a mesma: as eventuais reações bem sucedidas representam na tentativa de serem imitadas por outras pessoas em risco de vida hiper multiplicado. Vejamos a aplicação deste princípio nos casos apresentados: 1) Caso da Dona Inez, viúva, produtora rural. Em que direção ela disparou a espingarda, que vidas pôs em risco? E fica comprovado que a ligação para a polícia, utilizando o 'celular rural', dá resultado, sem armas de fogo; 2) Com todo o respeito pela família de japoneses, se bem nos recordamos dessa notícia, eles poderiam ter até um tanque de guerra dentro de casa, que o fator surpresa ocorreria da mesma forma; 3) No caso do assalto seguido da história do Cabo de polícia, se esse Cabo soubesse que as armas de fogo estavam proibidas, teria planejado outra estratégia, certamente, e ninguém jamais tem o direito de tirar a vida de outra pessoa, porque não fica explicado que, dentre esses quatro ladrões, por exemplo, um deles era menor, induzido pelos outros, não queria estar ali, e estava agindo sob coação, e quem somos nós para darmos uma de Deus, e tirar a vida de alguém? 4) Um típico caso de alguém armado que se mete na vida alheia, e que, no calor dos ânimos, poderia ter tirado a vida de alguém desarmado, pois era a típica briga do qual é impossível julgar o que está acontecendo, e o rapaz, desarmado, poderia voltar-se contra o 'destemido' migalheiro. O que teria acontecido, então? O ferimento do princípio da proporcionalidade, que permeia juridicamente a legítima defesa. Não posso matar quem me agride com palavras. Enfim, fica a demonstração clara de que alardes, revoltas, planejamentos de defesa, e principalmente, a solução de problemas pode ser encontrada, sem armas de fogo." Envie sua Migalha