Gramatigalhas

31/10/2005
Francisco Antonio D. Junqueira – advogado, OAB/SP 15.735, Ribeirão Preto/SP

"Senhores Migalheiros, A respeito das matérias insertas em Migalhas 1.248 e 1.281 (Gramatigalhas – "Salão dos passos perdidos" – clique aqui), e a título de curiosidade, lembro aos leitores de Migalhas que, além do livro 'O Salão dos Passos Perdidos', de Evandro Lins e Silva, Editora Nova Fronteira, e de Maurice Garçon, 'O Advogado e a Moral', Arménio Amado Editor, Coimbra, 1963, p.17, Honoré de Balzac, em 1837, já fazia referência a esse temível cômodo do Tribunal de Justiça:

'São cada vez mais raros os homens que não sobem sem intensas emoções a escadaria da côrte real, no velho Tribunal de Justiça, em Paris, e o antigo negociante era um dêsses homens. Poucos têm notado a majestosa solenidade dessa escadaria, situada tão acertadamente para causar efeito; está no alto do peristilo exterior que orna o pátio do Tribunal e sua porta fica ao centro de uma galeria que leva, numa extremidade, ao imenso Salão dos Passos Perdidos, e na outra, à Santa Capela, dois monumentos que fazem parecer mesquinho tudo quanto os cerca.' (Balzac, 'História da Grandeza e da Decadência de César Biroteau', in 'A Comédia Humana', Editora Globo, 1952, vol. VIII, p. 583)."

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