Irmãos Cravinhos

9/11/2005
Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL

"Em 12/7/2005 o Ministro Edson Vidigal, presidente do STJ negou aos irmãos Cravinhos o benefício concedido antes a Suzane Richthofen. Os irmãos Cravinhos, só para lembrar, são aqueles que, conluiados com Suzane, mataram a golpes de porrete, na cama, o casal Richthofen, pais de Suzane, um crime que até hoje assusta as pessoas normais. Os advogados dos irmãos argumentaram que sendo primários, possuindo residência fixa e não sendo um risco para a ordem pública, deveriam ser beneficiados pela extensão do Habeas Corpus concedido antes a Suzane. Agora, 8/11/2005, dois meses depois, os ministros do mesmo STJ (6ª Turma), concederam Habeas Corpus aos dois. Parece incrível, mas a essa altura dos acontecimentos, presos há mais de três anos, o Ministro Nilson Naves, autor do voto que prevaleceu, concluiu que faltava fundamentação para a manutenção da prisão. Quando Suzane foi libertada, em 29/6/2005, de moletom vermelho com a estampa do coelho pernalonga, afirmou, com ar angelical: 'Eu sabia que Deus iria me ouvir'. Agora, não só Deus, mas também os Ministros do STJ ouviram os assassinos confessos. E, mais, concluíram que sequer havia motivo para a manutenção da prisão. E aí estão os três em liberdade. Vão acabar processando o Estado por danos morais. Quanto ao casal Richthofen, não foram ouvidos por ninguém, a não ser pelos assassinos, no dia de sua morte. Amém."

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