Editorial Migalhas 28/11/2005 Adauto Suannes "Editorial Migalhas (Migalhas 1.300 – 25/11/05) - Não entendi o choro do nosso amadíssimo Diretor. Desde que o mundo é mundo, o réu tem o direito de inventar as mais absurdas teses para justificar sua conduta. Está aí o George W. Bush que não me deixa mentir. É como o empregado da oficina que, carregando uma bigorna, esclarecia ao porteiro, que o fez parar: 'Se eu pego quem colocou isso no meu bolso...' Em certa comarca, quando o juiz perguntou à testemunha desde quando ela sabia daqueles fatos que havia afirmado, ela, sem a menor cerimônia: 'Desde uma meia hora, quando o Dr. fulano me pediu para dizer isso.' E, voltando-se para o advogado: 'Não foi, doutor João?' O relator da CPI mencionada no editorial mostrou ao depoente que ali não havia nenhum oligofrênico que iria aceitar as absurdas 'explicações' dadas por ele para o recebimento do dinheiro. Como as decisões do plenário não precisam ser fundamentadas (ao contrário do que ocorre no relatório, que deve esmiuçar a prova e mostrar suas contradições e seus absurdos), deixe-se o réu afogar-se em suas mentiras. Os não-juízes não sabem da tranqüilidade de um juiz quando condena um réu depois de haver assegurado a ele a chamada 'ampla defesa'." Envie sua Migalha