Leitores comentam problemas vividos por magistrados 29/11/2005 Tathiana Lessa "Não se trata da consciência somente de 'magistrados', mas sim da consciência de todos (em seu sentido denotativo e conotativo). Solidarizo-me com o magistrado, pois o mesmo não tem alternativas ante a problemática carcerária brasileira. Problemática esta que se arrasta (e se arrastará, com ou sem Foucault) durante anos e anos. O mais hilário é que vários manuais sobre execução penal são lançados por dia 'no mercado' (pois crescem tal como câncer em metástase) e, quando aparece uma situação dessas, sacrificado permanece o magistrado em questão! Mas a decadência e a hipocrisia brasileira está em todos os segmentos: as faculdades de Direito viraram Indústrias S/A; a OAB instituição arrecadatória; os magistrados, promotores, advogados e afins mercenários; políticos se tornaram filósofos de quinta categoria (sem vocação mesmo, pois para ser filósofo há de nascer 'vocacionado', enfim o caos de Dante - mero trocadilho, inferno - ser jurista hoje em dia é extremamente fácil, basta 'criar' uma hemorróida trancafiado em seu acervo espetacular sem um mínimo de contato social... E é desta forma que se solta presos condenados neste país por falta de condições mínimas que garantam aos mesmos uma certa dignidade (física, moral, psíquica...). Muitos estudiosos criminais que hoje condenam o magistrado de Contagem como herege se esqueceram completamente o ensinamento do mestre Zaffaroni (se é que leram, não é mesmo?). Eis: a burocratização do segmento judicial está sim presente, há séculos persiste, meus caros! Grande abraço." Envie sua Migalha