Licitação para usinas 9/12/2005 Ednardo Souza D´avila Melo – Eletrobrás – Centrais Elétricas Brasileiras S.A. "Sr. Editor: Não tenho (nem desejo) procuração para defender o Governo. Parece-me, entretanto, que as usinas serviriam para a produção de alumínio e para atender a outros consumidores (Migalhas 1.309 – 8/12/05 – "Licitação para usinas em RO"). Como lingote de alumínio é jocosamente definido como 'kilowatthora em estado sólido', devido ao uso intensivo do insumo energia elétrica, a usina terá um consumidor de carga praticamente constante e de grande porte, permitindo assim que a produção restante se torne econômica, atendendo deste modo para atender as cargas residencial, comercial e industrial localizadas na região. Além disto haverá, se não me engano, interconexão da planta geradora com o restante do sistema brasileiro, já interconectado do RGS ao Pará, constituindo-se em um complexo de redes elétricas como poucos no Mundo. O planejamento da expansão do sistema elétrico brasileiro não é fruto de medidas isoladas de qualquer governo mas de um planejamento bastante efetivo que já vem há um bom período de tempo sendo executado. Trata-se de uma exceção no Brasil, tão dado às guinadas de políticas públicas já conhecidas de [quase] todos. Louvo a 'chamada' de Migalhas para um assunto de tal importância e que deve ser preocupação dos brasileiros que se interessam pelo desenvolvimento do País. Parafraseando Georges Clemanceau que dizia que 'a guerra é um tema por demais importante para ser deixado por conta exclusiva dos generais', o suprimento de energia, sob todas as suas diferentes formas, é também por demais importante para ser deixado apenas com os especialistas. Saudações," Envie sua Migalha